PL da Anistia: Deputado acusa Paulinho da Força de ‘esquerdista’

Deputado Elizeu Nascimento aponta inconsistências no PL da Anistia, criticando Paulinho da Força.
Entenda a polêmica envolvendo o PL da Anistia e as acusações de 'esquerdismo'.
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O deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) acusa o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) de ser um “esquerdista” com o objetivo de prejudicar o PL da Anistia. Portanto, ele alega que Paulinho, escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para relatar o projeto, busca desidratar a matéria, agora chamada de PL da Dosimetria. A proposta visava anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e bolsonaristas presos após os atos de 8 de janeiro de 2023.

PL da Anistia: Perseguição ou Justiça?

Elizeu sustenta que as penas impostas aos bolsonaristas são desproporcionais. Ele compara a situação a atos anteriores, supostamente praticados pela esquerda, que teriam sido tratados com menos rigor. “Para o PT e a esquerda não existiu dosimetria, né? Agora coloca lá um cara de esquerda para poder ser relator e vem com esses argumentos? Não existe anistia pela metade”, declarou.

No entanto, a relação de Paulinho da Força com o ministro Alexandre de Moraes, visto como um “carrasco” para o núcleo bolsonarista, é apontada como motivo da desconfiança. Moraes foi o relator do inquérito da trama golpista, que culminou em uma condenação de 27 anos e três meses para Bolsonaro.

Segundo Elizeu, essa condenação exemplifica a perseguição política contra a direita no Brasil. Ele defende a legalidade da anistia, considerando-a uma ferramenta constitucional para conceder perdão judicial a todos os envolvidos entre 2019 e 2023. “A anistia é constitucional, ela é uma ferramenta legal, jurídica, para que aconteça. Até porque a condenação do nosso presidente Bolsonaro é uma condenação injusta e inválida”, argumentou.

Além disso, ele criticou a atuação de Alexandre de Moraes, afirmando que o ministro se coloca simultaneamente como vítima, acusador e julgador. “Só no Brasil, em outros países a gente não vê isso”, emendou.

A direita, por sua vez, rejeita qualquer recuo ou amenização do PL da Anistia através da conversão para dosimetria. Eles temem que isso impeça Bolsonaro de ser totalmente anistiado, forçando-o a cumprir parte da pena. Diante disso, Elizeu questiona se essa postura irredutível não prejudicaria outros presos que poderiam responder em liberdade.

Prontamente, ele reafirmou que a direita não pode aceitar imposições, especialmente quando a esquerda e o centrão articulam contra o projeto. “Você acha que não é tudo isso que a própria esquerda quer? O que a esquerda quer é isso. É que aceite calado, a chicotada, a chibatada, essa punição desenfreada e covarde que está acontecendo com a direita”, disparou.

O debate sobre o PL da Dosimetria perdeu força na Câmara dos Deputados após uma nova ofensiva dos Estados Unidos. Foram estendidas sanções da Lei Magnitsky a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF. Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que se encontra nos EUA, classificou Moraes como “violador de direitos humanos”, contribuindo para essa narrativa. Veja mais notícias sobre o tema em nosso portal: notícias de política.

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