O Brasil consolida sua posição de destaque na produção e na pimenta-do-reino exportação brasileira, figurando mundialmente atrás apenas do Vietnã. Em 2023, a colheita nacional alcançou aproximadamente 126 mil toneladas, e em 2024, o volume se manteve robusto, próximo de 125 mil toneladas. Portanto, mesmo com uma leve retração, o setor demonstra notável resiliência e força.
Brasil: Potência em pimenta-do-reino exportação brasileira
Segundo dados do IBGE, o valor total da produção em 2023 superou a marca de R$ 3,6 milhões. As exportações, em 2024, somaram 62,6 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 285,9 milhões, conforme informações do Agrostat do Ministério da Agricultura. Consequentemente, esses números reforçam a relevância do país no cenário global.
A produção nacional de pimenta-do-reino é majoritariamente concentrada em dois estados. Especificamente, Espírito Santo e Pará são responsáveis por mais de 91% da safra. O Espírito Santo lidera este ranking, respondendo por cerca de 60% da produção.
Além disso, outros estados vêm ampliando sua participação neste mercado. Minas Gerais, por exemplo, alcançou 341 hectares cultivados, com uma produção avaliada em R$ 8,88 milhões em 2024. Essa expansão demonstra o dinamismo do agronegócio.
A qualidade da pimenta-do-reino brasileira garante grande aceitação internacional. Mercados como Alemanha, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos são importantes destinos. Ademais, o mercado global de temperos e especiarias tem projeção de crescimento.
Segundo a consultoria Mordor Intelligence, o setor deve crescer de US$ 20,92 bilhões em 2025 para US$ 26,93 bilhões até 2030. Assim sendo, novas oportunidades se abrem para o Brasil expandir ainda mais suas exportações.
No mercado interno, o consumo de pimenta-do-reino também está em ascensão. A Temperatta, empresa do setor, é um exemplo disso, apostando na expansão de seus negócios. O CEO Fernando Hott informou que a companhia produz mais de cinco toneladas mensais de produtos, utilizando a pimenta-do-reino como base para misturas e molhos.
A responsável técnica, Jéssica Carvalho, destacou que a Temperatta utiliza grãos certificados provenientes do Pará e do Espírito Santo. Portanto, a empresa mantém um controle rigoroso de qualidade em toda a sua cadeia produtiva. Mais informações sobre o setor podem ser encontradas em nosso portal, como em [este artigo sobre o agronegócio capixaba](https://portal163.com.br/noticias/agro/agro-capixaba-bate-recordes-de-exportacao-em-2024).
Originária da Índia e valorizada desde o período colonial, a pimenta-do-reino é hoje um ingrediente indispensável na culinária global. Além de seu sabor marcante, é reconhecida por propriedades funcionais, como ação antioxidante e auxílio na digestão. Em conclusão, com produção consistente, exportações em alta e mercado interno aquecido, o Brasil reafirma sua posição como uma potência mundial na cadeia produtiva da pimenta-do-reino.








