Senador questiona penas STF Bolsonaro; crítica à decisão

Senador Jayme Campos critica as penas STF Bolsonaro, apontando exagero.
Senador Jayme Campos contesta as penas STF Bolsonaro, vendo exagero nas punições.
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O senador Jayme Campos (União Brasil) expressou forte crítica quanto às penas STF Bolsonaro e dos outros sete réus acusados de envolvimento em uma suposta trama golpista. Ele considera que as punições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ultrapassaram os limites constitucionais.

Senador vê exagero nas penas STF Bolsonaro

Segundo o parlamentar mato-grossense, o ministro Luiz Fux estaria correto em seu voto divergente. “Eu acho que houve um exagero, meio fora da casinha”, declarou Jayme Campos. Portanto, ele opinou que o caso de Jair Bolsonaro deveria ter tramitado na primeira instância da justiça.

Além disso, Jayme Campos, que se encontra em Cuiabá, ressaltou a importância de respeitar a decisão judicial, mas frisou que é preciso aguardar os desdobramentos. As defesas, por exemplo, ainda podem recorrer da condenação e pleitear a análise pelo Plenário do STF.

Ele acredita que a ação do STF foi “uma invasão sem cabeça e sem comando”. Questionado sobre a possibilidade de o Congresso Nacional conceder anistia aos condenados, o senador pontuou que isso seria um processo distinto, exigindo apoio majoritário na Câmara e no Senado.

Jayme Campos frisou que tal medida “passa por algumas comissões especiais” e não há certeza sobre sua aprovação. No entanto, ele defende a urgente revisão das punições consideradas excessivas para alguns dos réus.

“Os que cometeram crime tem que ser preso. O que queria explodir bomba e outros invisíveis que cometeram crimes, mas tem que ser apurado a luz do dia, de forma democrática, com respeito ao Código Penal”, explicou.

Por fim, o senador lamentou que o Brasil não consiga debater temas urgentes para a população. Isso ocorre, segundo ele, devido aos constantes embates gerados pelo julgamento e seus efeitos. Assim, ele comparou a situação com a de Fernando Henrique Cardoso (FHC), um dos poucos ex-presidentes a passar ileso após a redemocratização.

FHC realizou reformas importantes, e o Brasil, na visão de Campos, precisa retomar o foco e o diálogo para evitar ser mais penalizado pela instabilidade política. Desde a redemocratização, FHC é o único ex-presidente vivo que não sofreu impeachment ou prisão, diferentemente de Collor, Dilma, Lula e Temer, e agora Bolsonaro. Itamar Franco e José Sarney também não enfrentaram tais situações.

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