Jayme Campos classifica a PEC da Blindagem como “escrescência”
Em pronunciamento contundente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o senador Jayme Campos (União Brasil) classificou a chamada PEC da Blindagem como um “escândalo” e uma “excrescência”. Portanto, ele reafirmou seu posicionamento firme contra o relatório que recomendou a rejeição da proposta.
Jayme Campos ataca PEC da Blindagem
Campos, com seus 74 anos de experiência, declarou nunca ter visto uma matéria tão distante de qualquer procedimento legal. A PEC da Blindagem, que havia sido aprovada na Câmara dos Deputados, foi unanimemente rejeitada pela CCJ do Senado. Em seguida, espera-se que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anuncie o arquivamento.
Ademais, o senador mato-grossense elogiou o parecer contrário apresentado pelo relator, Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo Campos, a proposta fere a confiança do cidadão brasileiro e não podemos pactuar com retrocessos.
O parlamentar criticou a matéria, aprovada pelos deputados na semana passada, como um mecanismo de “autodefesa” que cria privilégios. Essa proteção, conforme ele, se estenderia a presidentes de partidos políticos. Por conseguinte, a rejeição da PEC da Blindagem é vista como um passo importante para restaurar a credibilidade do Parlamento perante a sociedade.
Jayme Campos acusou os defensores da proposta de serem “irresponsáveis” e de buscarem salvaguardar “atos ilícitos que têm praticado, ou querem praticar”. Com uma trajetória política consolidada, incluindo mandatos como prefeito, governador e atual senador, Campos se disse “contemplado” pelo parecer de Vieira, considerando-o “perfeito”.
Ele finalizou seu discurso, classificando a sessão como “histórica” para os registros do Senado Federal. Em suma, a decisão representa um marco na atuação legislativa.
Buzetti celebra rejeição da PEC da Blindagem
Embora não seja membro da CCJ, a senadora Margareth Buzetti (PP) comemorou a decisão, definindo a PEC da Blindagem como “indefensável”. No entanto, ela ressalvou seu descontentamento com o que chama de “ativismo” político do Supremo Tribunal Federal (STF). Assim, ela exemplificou a necessidade de não se precisar de autorização da Câmara para investigar deputados presos por assassinato.
Buzetti expressou sua perplexidade com aqueles que ainda defendem a PEC, considerando-a uma concessão de poder para cometer crimes. Ela parabenizou Alessandro Vieira e os senadores que votaram pela rejeição. Informações adicionais sobre a votação podem ser encontradas em https://portal163.com.br/pec-blindagem-deputados-delegado-critica/.
Por outro lado, o senador Wellington Fagundes (PL), que não integra a CCJ, optou por não comentar a rejeição, após ter se manifestado favorável à matéria na semana anterior.
Sobre a PEC da Blindagem
A PEC da Blindagem, aprovada na Câmara, visava dificultar prisões e processos criminais contra parlamentares, alegando a proteção de prerrogativas. Contudo, essa proteção abrangeria casos graves como estupro, homicídio e corrupção. A proposta sofreu ampla rejeição popular, culminando em protestos nacionais.
Da bancada de Mato Grosso, apenas os deputados federais Emanuelzinho e Juarez Costa (ambos do MDB) votaram contra. Em contraste, outros seis deputados federais da região votaram a favor.










