PEC da Blindagem: Deputados de MT criticados por aprovação

Deputados em Brasília discutindo a PEC da Blindagem.
A PEC da Blindagem gerou polêmica entre deputados e senadores, dividindo opiniões.
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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) disparou contra os seis integrantes da bancada de Mato Grosso na Câmara dos Deputados que aprovaram a PEC da Blindagem. Segundo o parlamentar, a população mato-grossense não se deixará enganar e saberá retribuir nas urnas.

População atenta à PEC da Blindagem

Apenas os deputados federais Emanuelzinho e Juarez Costa, ambos do MDB, votaram contra a medida. Em contrapartida, Coronel Assis (União Brasil), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União Brasil), José Medeiros (PL), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL) se posicionaram favoráveis. Barranco questionou em vídeo nas redes sociais o que esses parlamentares dirão ao eleitorado.

“O que irão falar para o povo mato-grossense os seis deputados, sendo quatro deputados e duas deputadas, que votaram a favor da PEC da Blindagem, agora que o Senado da República, por unanimidade da Comissão de Constituição e Justiça, enterrou a proposta, sepultou a proposta que era para blindar os políticos e impedir que eles fossem investigados pela Justiça. Pois a população mato-grossense não é boba, está atenta e irá decorar o rosto de cada um de vocês”, disse Barranco.

Portanto, a PEC da Blindagem foi rejeitada na CCJ do Senado com voto favorável do senador por Mato Grosso Jayme Campos (União Brasil). As senadoras Margareth Buzetti (PP) e Wellington Fagundes (PL), que se manifestou favorável na semana passada e agora recuou, comemoraram a decisão do colegiado.

É importante ressaltar que a PEC da Blindagem, após aprovada na Câmara dos Deputados, visava dificultar a prisão e a abertura de processos criminais contra deputados federais e senadores. No entanto, a proposta, que exigia autorização das casas legislativas para tais ações, poderia abranger crimes graves como estupro, homicídio, pedofilia, tráfico de drogas e corrupção, por exemplo.

Assim sendo, a medida foi amplamente rejeitada pela sociedade e chegou a ser alvo de protestos em todo o Brasil no último final de semana. A pressão popular, evidentemente, surtiu efeito sobre os senadores.

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