PEC da Blindagem: Delegado repudia medida que protege políticos

Delegado Frederico Murta com expressão séria, criticando a PEC da Blindagem.
O delegado Frederico Murta expressa sua forte oposição à PEC da Blindagem, considerando-a uma afronta.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Frederico Murta, reagiu duramente nas redes sociais contra a PEC da Blindagem, que buscava ampliar a proteção para deputados e senadores. Ele considera o texto uma afronta à confiança popular.

Crítica à PEC da Blindagem e posicionamento do delegado

Murta refutou a narrativa de que a medida serviria para conter o Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, a aprovação da matéria na Câmara representa uma traição à população. O delegado classificou como um grave erro o avanço da PEC da Blindagem.

“Vender a confiança de cada voto para blindar um bando de cretino que só quer ainda mais liberdade para roubar? Que decepção”, desabafou o delegado. Ele fez questão de salientar que sua posição é de direita, mas não de quem se deixa enganar.

“Eu sou de direita, tá? Eu só não sou idiota. Isso não é uma questão de direita ou esquerda, é uma questão de coerência”, enfatizou. Murta defende que a luta contra a corrupção e por ética na política transcende espectros ideológicos.

Na prática, a proposta exigiria aval do Congresso para instaurar processos e investigações, mesmo para crimes graves como estupro e homicídio. O delegado alertou que isso seria um salvo-conduto para a impunidade. A proteção incluiria voto secreto, um agravante significativo.

Murta também criticou a aprovação da urgência do PL da Anistia logo após a PEC da Blindagem. Ele vê essa sequência como um jogo político para amenizar o impacto da matéria polêmica.

“A imensa maioria da população concorda que foi injusta a punição do 8 de janeiro”, pontuou, criticando a condenação vista como política de Bolsonaro. Ele questiona se era isso que os eleitores esperavam de seus representantes.

“Se fosse esse o motivo [conter o STF], era só propor uma PEC para cuidar estritamente disso”, argumentou. O delegado sugere que propostas mais específicas seriam mais transparentes e adequadas. Ele surge como um nome cotado para disputar uma cadeira na Câmara em 2026, representando um anseio por renovação na política, alinhado a notícias em portal163.com.br.

Compartilhe :

Veja mais