Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja-MT e pré-candidato ao Senado, classificou como um absurdo a recente aprovação da chamada PEC da Blindagem. Essa proposta visa dificultar prisões e a abertura de processos criminais contra deputados federais e senadores, e Galvan acredita que a medida só beneficiará os corruptos e a bandidagem que se infiltra na política, gerando polêmica e revolta popular.
Durante visita ao portal portal163.com.br, onde concedeu entrevista ao portal e ao Rdtv Cast, Galvan detalhou sua posição. Ele se mostrou favorável a medidas que contenham perseguições políticas contra a direita. No entanto, criticou veementemente a proposta em sua forma atual, que, segundo ele, abrange até crimes como estupro, tráfico e homicídio.
PEC da Blindagem: crítica contundente à legislação
“Isso é um absurdo. Portanto, não concordo, de jeito nenhum, com essa proposta ampla, geral e irrestrita. Porque isso é para esconder o bandido, não para esconder gente séria. É para esconder o bandido, esconder gente ruim”, disparou Galvan.
Ele argumentou que uma parcela significativa do Congresso pode estar comprometida com corrupção. Galvan admitiu a importância de proteger contra acusações infundadas, mas ressaltou que a blindagem generalizada esconde a verdadeira intenção: encobrir a corrupção. Assim, rejeitou categoricamente uma blindagem completa aos parlamentares.
A proposta, resgatando um trecho da Constituição de 1988, estabelece a necessidade de aval do Legislativo para iniciar ações penais contra congressistas. Além disso, o voto secreto foi imposto, impedindo que os eleitores saibam a posição de seus representantes em votações cruciais.
Entre a bancada federal de Mato Grosso, apenas Emanuelzinho e Juarez Costa, ambos do MDB, votaram contra a medida. Em contrapartida, Coronel Assis, Coronel Fernanda, Gisela Simona, José Medeiros, Nelson Barbudo e Rodrigo da Zaeli, todos de outros partidos, votaram favoráveis e, consequentemente, receberam fortes críticas pelo posicionamento. Em suma, a PEC da Blindagem bandidagem é um tema de intenso debate.
Para mais informações e para acompanhar as notícias em tempo real, entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews clicando aqui.








