O Vaticano confirmou nessa terça-feira (17) que o Papa Leão XIV não participará do “Conselho de Paz” idealizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Além disso, a informação foi divulgada pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, que reafirmou o entendimento de que a Organização das Nações Unidas (ONU) deve continuar sendo a principal instância responsável pela mediação e gestão de crises internacionais.
O conselho, que será presidido por tempo indeterminado por Trump, foi inicialmente proposto para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza, mas teve o escopo ampliado para atuar como um órgão global de manutenção da paz.
- Segundo Parolin, a Santa Sé ficou “perplexa” com pontos do projeto e reforçou que a condução de situações de crise deve permanecer sob coordenação da ONU.
- Diferentemente da Itália e da União Europeia, que pretendem acompanhar a iniciativa como observadores, o Vaticano optou por não integrar o grupo, alegando sua natureza própria e distinta da atuação política de Estados.
- Além disso, a decisão de não integrar o conselho também ocorre em meio a divergências públicas entre o Vaticano e a Casa Branca, especialmente em relação às políticas migratórias dos Estados Unidos.
Em declarações recentes, o Papa Leão XIV afirmou que “a guerra voltou à moda” e reforçou a importância do respeito ao direito humanitário, portanto, é natural que o Vaticano não participe de um conselho que pode ser visto como uma ameaça a esses valores.
Conforme relatado em nosso último artigo, Cuidados Paliativos Cuiabá: Novas Leis Ampliam Acolhimento, a relação entre a Igreja Católica e a política internacional é complexa e multifacetada, e a decisão do Papa Leão XIV de não participar do Conselho de Paz de Trump é um exemplo disso.
Em conclusão, a decisão do Vaticano de não participar do Conselho de Paz de Trump é um sinal de que a Igreja Católica não está disposta a comprometer seus valores e princípios em nome da política internacional.









