Ovinocultura em Mato Grosso: Estratégias para Liderança Nacional
A ovinocultura em Mato Grosso deu um passo importante hoje com a primeira reunião da Câmara Setorial Temática (CST). Cássio Carolo, presidente da Ovinomat, apresentou propostas cruciais para o avanço da cadeia produtiva, visando fortalecer a atividade no estado.
Há cerca de seis meses, Mato Grosso tem trabalhado na organização de um comitê dedicado ao desenvolvimento da ovinocultura e caprinocultura. Essa estrutura busca garantir uma gestão participativa, integrando órgãos essenciais do agronegócio.
O comitê também contemplará especialistas em sanidade animal. Isso é fundamental devido ao preocupante cenário de abates clandestinos e à imperativa necessidade de segurança alimentar. O grupo funcionará como um centro de estudos para implantação de projetos robustos e tecnicamente embasados.
Esses projetos serão apresentados à CST para posterior aprovação na Assembleia Legislativa. A consolidação dessa cadeia produtiva representa uma excelente oportunidade de diversificação e crescimento para a indústria frigorífica local.
Espera-se que, com a colaboração de todos os elos do setor, Mato Grosso se posicione em breve como referência nacional na criação e comercialização de ovinos. O rebanho brasileiro de ovinos, que totaliza cerca de 18,2 milhões de cabeças, está distribuído por todo o país.
Ademais, a produção de carne ovina, uma atividade em gradual desenvolvimento, demonstra um notável potencial de crescimento. Em Mato Grosso, o rebanho atual de ovinos gira em torno de 400 mil cabeças, apresentando um crescimento acima do esperado.
Meta ambiciosa para a Ovinocultura em Mato Grosso
“Há projetos significativos em desenvolvimento e expansão”, afirmou Carolo. “Nossa expectativa é alcançar, em curto prazo, entre um milhão e um milhão e meio de cabeças, em um a dois anos. Acreditamos que Mato Grosso possui potencial para se tornar um dos maiores produtores de ovinos do Brasil, em função da abundância de recursos disponíveis, como pastagens, soja, milho e sorgo”, complementou.
Um dos focos principais é agregar valor à produção local, processando os produtos e comercializando-os em cortes de alta qualidade. O objetivo é remunerar adequadamente os produtores. Isso é especialmente relevante, considerando que a alimentação é o componente de maior custo na produção animal.
Para o presidente da CST, deputado Gilberto Cattani (PL), a câmara setorial temática visa justamente abordar as problemáticas da ovinocultura em Mato Grosso. Muitos produtores rurais, especialmente os pequenos, têm percebido os benefícios e a lucratividade dessa atividade. A introdução do capim, por exemplo, tem permitido um aumento expressivo na produção em curto prazo.
Contudo, Cattani ressaltou que o ponto crucial reside na comercialização da produção. A ausência de estruturas adequadas, como frigoríficos e abatedouros, tem sido um obstáculo. Felizmente, essa realidade está em transformação, com a construção de novos abatedouros e outros em fase final de implementação.
A CST se propõe a debater e propor soluções para essa questão, visando à criação de um programa estadual que consolide toda a cadeia produtiva. Isso permitirá que os produtores obtenham lucro com sua atividade, gerando empregos, renda e divisas para o estado. O objetivo da câmara setorial é promover o desenvolvimento e o sucesso da ovinocultura em Mato Grosso.
Com uma base agropecuária consolidada, infraestrutura logística disponível e abundância de insumos e alimentos, Mato Grosso possui todos os ingredientes para desenvolver uma nova e sustentável cadeia produtiva. A ovinocultura mato-grossense está, portanto, em processo de desenvolvimento e organização, com o objetivo de se tornar uma atividade relevante no estado. Para saber mais sobre o desenvolvimento do agronegócio em nosso estado, confira nossas notícias em portal163.com.br.









