O Ministério Público de Mato Grosso, por meio da 5ª Promotoria Criminal de Sinop, denunciou um professor por envolvimento com uma organização criminosa na escola, atuando dentro do ambiente escolar. Conforme apurado, ele exerceu papel de liderança no grupo, chegou a empregar arma de fogo para facilitar atividades ilegais e recrutou adolescentes para participar de ações criminosas, incluindo o tráfico de drogas, o que evidencia a gravidade do caso.
De acordo com o promotor Marcelo Linhares Ferreira, o denunciado integrou e promoveu uma organização criminosa na escola dedicada à prática de diversos delitos violentos. Durante as investigações, ficou comprovado o envolvimento do acusado, na época da Escola Estadual Mário Spinelli, em Sorriso, nos crimes de organização criminosa e tortura mediante sequestro. As apurações também indicam que ele utilizava a posição de professor para manter o contato com o grupo, fortalecendo vínculos com lideranças.
Para além do reconhecimento público, o caso ilustra como ações organizadas podem se infiltrar no espaço escolar, com riscos diretos para estudantes. A atuação envolvia recrutamento, coação e operacionalização de atividades que vão desde o tráfico de entorpecentes até a intimidação de alunas e alunos, sempre sob a aparência de normalidade na rotina escolar.
Para entender casos correlatos de violência em escolas, leia também as reportagens citadas nos links a seguir. propostas de leitura: Professor recruta alunos para facção em Sinop e Adolescentes transmitem assassinato ao vivo em MT.
Organização criminosa na escola
Consta ainda que o acusado, conhecido na escola como ‘Professor do CV’, teria autorizado adolescentes sob seu comando a aplicar um salve (prática de violência) em outros estudantes, em razão de boatos envolvendo membros da facção. Ele usava as redes sociais para recrutar alunos para o Comando Vermelho, introduzindo-os no tráfico de drogas, o que seria uma violação grave da função pública. Além disso, as redes digitais eram usadas para manter o vínculo com o grupo, inclusive para coordenar encontros com membros da liderança.
Dados extraídos do celular do acusado comprovam que ele se utilizava da função de professor para aliciar e recrutar adolescentes para o crime organizado, inclusive intermediando o cadastro desses jovens como ‘lojistas’ junto às lideranças da facção, para atuarem na venda de entorpecentes em favor da organização criminosa na escola. O material recolhido aponta que o professor cobria custos de deslocamento e oferecia apoio para manter o grupo ativo dentro dos muros escolares.
Em conclusão, o denunciado permanece à disposição da Justiça, com a prisão preventiva mantida em decisão judicial. Novas informações devem surgir conforme o caso avança. Para detalhes completos, leia a matéria no Portal 163.










