A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) deflagrou nesta sexta-feira (1º) a segunda fase da Operação Athena. A ação visa apurar supostos esquemas criminosos envolvendo a Empresa Cuiabana de Saúde Pública, que atuou na Prefeitura de Cuiabá entre 2021 e 2024.
De acordo com a Polícia Civil, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Além disso, foram determinadas medidas cautelares de sequestro de bens imóveis e veículos, e o bloqueio de quase R$ 4 milhões em valores.
Novos alvos da operação
Os alvos das buscas incluem endereços de pessoas físicas e jurídicas. A investigação se baseia em informações coletadas desde a primeira fase da Operação Athena, em setembro do ano passado. Entre os novos investigados estão três ex-funcionários da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP).
O então diretor administrativo financeiro da ECSP é um dos acusados de integrar um esquema criminoso que atuou na empresa entre 2022 e 2024. A empresa NS Picinatto, constituída em 2024 após a primeira fase da operação, também é alvo. Sua sócia é a esposa do proprietário da empresa Lume Divinum, principal suspeita de contratações fraudulentas com a Empresa Cuiabana.
Medidas cautelares e continuidade das investigações
Além da apreensão de equipamentos eletrônicos e documentos, o Poder Judiciário determinou:
- Sequestro de bens imóveis e veículos.
- Bloqueio de bens e valores que somam quase R$ 4 milhões.
- Medidas cautelares diversas da prisão, proibindo o contato entre os investigados.
- Proibição de acesso às dependências administrativas da Saúde do Município de Cuiabá.
- Obrigatoriedade de autorização judicial para ausentar-se da Comarca e entrega de passaportes.
O material apreendido nesta segunda fase fornecerá subsídios para a continuidade das investigações. A Deccor segue apurando as irregularidades no setor da saúde em Cuiabá, buscando mais informações sobre os desvios e esquemas que ocorreram na gestão pública.










