STF mantém prisão de PM por obstrução à Justiça

Policial militar aposentado sentado, sob custódia, durante Operação Sisamnes que apura obstrução à Justiça.
Militar aposentado Dejair Silvestre dos Santos, detido por suspeita de obstrução à Justiça em ação da PF.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) converteu em preventiva a prisão do policial militar aposentado Dejair Silvestre dos Santos. Ele foi detido em flagrante pela Polícia Federal por obstrução à Justiça, um fato que gerou grande repercussão.

Obstrução à Justiça: PM preso na Operação Sisamnes

A detenção ocorreu durante a Operação Sisamnes, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais. O militar foi preso em Primavera do Leste, na casa de um lobista central no esquema. A decisão partiu do ministro Cristiano Zanin.

Após a audiência de custódia, Dejair foi encaminhado ao Batalhão da Força Tática, onde permanece detido. Sua defesa afirmou que respeita a decisão. Contudo, eles adotarão as medidas cabíveis para defender o policial.

Ademais, a Corregedoria da Polícia Militar também instaurará uma sindicância contra o militar aposentado. Dessa forma, a Polícia Militar de Mato Grosso confirmou a abertura do processo interno para apurar os fatos.

Segundo apurado, Dejanir atua como segurança particular de Andreson de Oliveira Gonçalves, o lobista. Desta forma, ele foi preso por supostamente tentar esconder um celular quando a PF chegou à residência. A obstrução à Justiça PM foi o crime apontado.

A operação teve Andreson como principal alvo, com mandados de busca e apreensão por suspeita de descumprir medidas cautelares. Consequentemente, o celular do empresário foi apreendido. É importante notar que Andreson já havia recebido prisão domiciliar anteriormente.

Conforme investigações da Polícia Federal, Andreson faria a ponte entre empresários e um advogado assassinado, para manipular decisões judiciais. Portanto, a investigação busca desarticular essa rede. Além disso, a Operação Sisamnes já levou à prisão de diversos envolvidos em novembro de 2024.

Por fim, o lobista cumpre medidas cautelares enquanto o processo avança. Para mais informações sobre o caso, acesse aqui.

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