A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou nesta quarta-feira (30), no Rio de Janeiro, o novo calendário futebol profissional masculino. Esta reformulação, a mais ampla das últimas décadas, visa equilibrar a carga de jogos e ampliar oportunidades para clubes menores.
Novo calendário futebol: A busca por justiça e racionalidade
Segundo o presidente da CBF, Samir Xaud, o novo modelo foi construído em diálogo com diversas partes. “O calendário era uma das prioridades da nossa gestão. 2026 ainda será um ano de transição, mas é o primeiro passo para um futebol mais justo, racional e democrático”, afirmou. Portanto, a expectativa é de um cenário mais equitativo.
O diretor de Competições, Julio Avellar, destacou dois pontos principais: reduzir a sobrecarga da elite e garantir mais espaço para equipes de menor investimento. “Agora, times que ficavam meses inativos terão competições nacionais para disputar”, disse. Dessa forma, muitos clubes terão calendário o ano todo.
Principais mudanças no novo calendário futebol
- Redução da sobrecarga para clubes da Série A: Os estaduais passam de 16 para 11 datas. A Copa do Brasil será ampliada, mas a elite só entra na quinta fase.
- Expansão das competições nacionais: O número de clubes com calendário nacional aumentará em 26%. A Série D, por exemplo, saltará de 64 para 96 participantes.
- Reforço aos regionais: Haverá janelas específicas para torneios como a Copa Norte, Copa Centro-Oeste e Copa Sul-Sudeste, além das já existentes. Assim, a representatividade das federações estaduais será ampliada.
- Copa do Brasil mais democrática: O torneio passará de 92 para 126 clubes em 2026 e chegará a 128 em 2027. O número de vagas destinadas às federações estaduais crescerá.
- Novos formatos nas divisões de acesso: A Série C terá expansão gradual, chegando a 28 clubes em 2028. A Série D crescerá para 96 participantes com fase de grupos mais robusta e playoffs.
O montante destinado às competições passará para R$ 1,3 bilhão, com um aumento de 11% no total de partidas organizadas pela entidade. Com isso, a CBF aposta no fortalecimento comercial e na valorização dos campeonatos estaduais e regionais.
A reformulação busca corrigir distorções recentes. Em 2024, clubes da Série A jogaram em média 67,4 partidas, enquanto muitos times do interior ficavam sem calendário. Contudo, com o novo modelo, a expectativa é oferecer previsibilidade para os grandes e democratizar o acesso nacional para equipes menores. Para mais detalhes, confira as novidades no portal.









