Não é recuo, ainda defendo confisco, diz governador sobre pedido ao STF

Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

  O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirma que a manifestação, protocolada pelo Governo do Estado,  junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), na qual retira o pedido anterior de aplicação do art. 243 da Constituição Federal, que previa a expropriação de propriedades rurais com desmatamento ilegal e queimadas ilegais, não é um recuo. Neste sentido, garante que continua defendendo a aplicação dessas medidas contra quem comente crimes ambientais.
Mauro Mendes havia requerido medidas mais duras frente à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 743, do PSOL, que cobrava do Governo Federal e governadores o enfrentamento contra queimadas no Pantanal e na Amazônia. A ação está sob relatoria do ministro do STF Flávio Dino.

Mayke Toscano

O chefe do Executivo mato-grossense  argumenta que a decisão foi tomada após consulta a procuradores do Estado e atendendo apelo do setor produtivo do estado. Segundo ele, o entendimento é que qualquer mudança no aspecto legal deve ser promovida pelo Congresso Nacional e não pelo STF.
“Não é um recuo. Eu continuo defendendo isso [confisco de terras]. Entretanto, conversando com a Procuradoria-Geral do Estado, com vários procuradores, nós entendemos,  eles entenderam e  acabaram me convencendo de que não existe nenhuma razoabilidade em fazer esse tipo de interpretação dentro da Constituição.  O que existe de razoável é ter uma mudança constitucional nesse sentido.  Não é o STF que pode promover isso,     é o Congresso Nacional. Face a isso, o setor produtivo pediu    e obviamente eu estou aqui para fazer aquilo que é melhor para a maioria”, explicou Mauro Mendes, na manhã desta quarta-feira (16).
Sobre o pedido das entidades do agronegócio, Mauro Mendes diz que nenhum dirigente da classe discordou da necessidade de medidas mais duras no combate aos crimes ambientais. Em sua opinião, a solução é o endurecimento das leis, medida que defende reiteradamente.
  “Embora todos concordem, ninguém discordou,   nós temos que endurecer os mecanismos de combater   quem comete ilegalidades.   Se a gente está combatendo a ilegalidade de criminosos, quem desmata ilegalmente também está cometendo um crime,   tem que ser combatido. Nós  vamos fazer isso dentro de instrumentos legais”, concluiu. DESMATE ILEGAL Não é recuo, ainda defendo confisco, diz governador sobre pedido ao STF Não é recuo, ainda defendo confisco, diz governador sobre pedido ao STF Governador Mauro Mendes garante que continua defendendo a aplicação dessas medidas contra quem comente crimes ambientais

Compartilhe :

Veja mais