Em uma movimentação que gerou polêmica, o ex-secretário-chefe da Casa Civil na gestão Silval Barbosa, Pedro Nadaf, encaminhou notificações extrajudiciais a dois empresários de Mato Grosso cobrando valores que, somados e atualizados, chegam a cerca de R$ 10 milhões.
No entanto, o que chama a atenção é que esses dois empresários teriam lavado dinheiro oriundo de propina a pedido de Nadaf, conforme revelado pelas investigações da Operação Sodoma.
Além disso, é importante destacar que os repasses foram feitos em 2014 e 2015.
“Nafagate” em Mato Grosso
Na primeira notificação, destinada ao empresário Alan Malouf em janeiro deste ano, Nadaf cobra a devolução do montante original de R$ 1.650.000,00, em 2015, que atualizado está em R$ 4.210.010,12, segundo o documento.
Portanto, é claro que Alan Malouf teria uma dívida significativa com Nadaf.
Especialmente considerando que o valor atualizado é muito maior do que o original.
Na segunda notificação, enviada em 9 de fevereiro ao empresário Erivelto da Silva Gasques, ex-proprietário da loja City Lar e atual sócio da Pelmex M/S, Nadaf cobra o valor inicial de R$ 1.285.286,08, em 2014, que atualizado está em R$ 5.750.073,76.
Além disso, é importante lembrar que Erivelto da Silva Gasques também teria uma dívida significativa com Nadaf.
Por exemplo, o valor atualizado é muito maior do que o original.
O ex-secretário deu prazo de cinco dias a ambos para que os valores sejam devolvidos, “sob pena de adoção das medidas judiciais cabíveis, inclusive com propositura de ação judicial para a cobrança do débito, acrescido de correção monetária, juros moratórios, despesas processuais e honorários advocatícios”.
No entanto, é importante observar que os processos envolvendo Pedro Nadaf e Erivelto da Silva Gasques foram arquivados por falta de provas em dezembro de 2023.
Em conclusão, a situação é complexa e precisa ser analisada com cuidado.
Para mais informações sobre a operação Sodoma, consulte nosso artigo: Operação Sodoma
Além disso, é importante lembrar que a colaboração premiada é um tema controverso e precisa ser analisado com cuidado.
Por exemplo, a colaboração premiada pode ser uma ferramenta importante para combater a corrupção, mas também pode ser usada para lavar dinheiro.









