Lideranças da direita mato-grossense rapidamente atribuíram à esquerda o assassinato do ativista ultraconservador norte-americano Charlie Kirk. Portanto, o posicionamento ecoa as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O influenciador, com 7,5 milhões de seguidores, foi baleado no pescoço durante um evento em Utah, nesta quarta-feira (10).
Imagens do crime viralizaram na internet. O atirador, procurado pelo FBI, segue foragido. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), expressou nas redes sociais que a morte do ativista ultraconservador configura mais uma vítima da extrema-esquerda, que ele classifica como antidemocrática.
Coronel Assis aponta intolerância da esquerda
De modo semelhante, o deputado federal Coronel Assis (União Brasil) declarou que a morte do ativista ultraconservador é um reflexo da intolerância da esquerda. Segundo ele, esta busca silenciar vozes através da violência. Ademais, o deputado federal José Medeiros (PL) rotulou a esquerda como assassina, alertando que pronunciar “verdades inconvenientes” se torna cada vez mais arriscado.
Para a deputada federal Coronel Fernanda (PL), a execução de Charlie Kirk é uma prova cabal. Assim, ela afirma que a esquerda não prega amor, diálogo ou tolerância, mas sim representa um perigo em todas as esferas. Como exemplos, as autoridades citam diversos incidentes notórios.
- A facada em Jair Bolsonaro em 2018.
- A morte de Shinzo Abe no Japão em 2022.
- Os atentados contra Trump em 2024.
- O assassinato de Miguel Uribe na Colômbia em 2025.
- A execução de Fernando Villavicencio no Equador em 2023.
Todos esses citados eram lideranças de direita ou extrema-direita. Desta forma, a lista reforça o argumento apresentado por eles. No entanto, vale ressaltar que informações adicionais sobre a investigação do crime ainda não foram divulgadas.
Devoto de Trump e expoente do MAGA
Charlie Kirk era um seguidor fervoroso do presidente Trump. Ele era conhecido por endossar a lealdade a Trump em entrevistas, especialmente para cargos no Pentágono e agências de inteligência. Portanto, sua dedicação lhe rendia elogios públicos do ex-presidente, que o creditava por atrair o voto jovem. O influenciador, podcaster e expoente do movimento MAGA (“Façam os EUA grandes novamente”) era notório por sua retórica inflamada, incluindo comentários considerados racistas, homofóbicos e xenófobos.
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