A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que acredita na possibilidade de a Justiça anular a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande, realizada nesta quinta-feira (14). Na sessão desta manhã, o atual presidente, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), foi reeleito presidente da Casa por 12 votos a 11.
Segundo a prefeita, a disputa segue judicializada após a apresentação de um mandado de segurança envolvendo o processo eleitoral da Câmara. Nesta quarta, uma decisão judicial chegou a suspender o pleito interno, mas ela acabou sendo revogada no período noturno pela desembargadora Vandymara Galvão Zanolo.
“Entendo que está sub judice, uma vez que os vereadores entraram com mandado de segurança, aí caiu, depois voltou. Então é uma questão que está judicializada e vamos aguardar a Justiça”, declarou.
Mesmo com a derrota do grupo aliado, Flávia avaliou que o placar apertado demonstra fortalecimento político de sua base no Legislativo municipal. “Ele ganhou por um voto, não foi por unanimidade. Então conseguimos construir uma base muito forte. Os vereadores estão olhando que estamos trabalhando em prol do povo. E os 11 que votaram no Lucas (Chapéu do Sol) acreditam na mesma coisa que eu, que a gente precisa ter mais diálogo com a Câmara”, afirmou.
A prefeita também destacou que a relação entre Executivo e Legislativo já apresenta avanços desde o início da gestão. “Isso vai ser uma construção ainda, já construiu muito de quando comecei a gestão, hoje já é um avanço”, completou.
Flávia ressaltou ainda que aguarda a definição judicial sobre a validade da sessão que reelegeu Wanderley Cerqueira. “Agora vamos deixar na mão da Justiça definir se a sessão é válida ou não. Se for válida, a gente vai tocar dois anos dentro do nosso prisma”, disse.
CÁRCERE PRIVADO
Durante a entrevista, a prefeita criticou a estratégia adotada pelo presidente reeleito durante a articulação política para a votação. Desde o início da semana, Wanderley esteve confinado com seus 11 apoiadores numa chácara como forma de evitar assédio por parte do grupo da prefeita e também para iniciar as “comemorações” da vitória. Durante o período recluso, passaram pela chácara o ex-prefeito Kalil Baracat (MDB), o ex-vice-prefeito Tião da Zaeli (PL), que rompeu com Flávia, a deputada Janaína Riva (MDB), entre outros opositores a Moretti.
Flávia classificou a situação como “cárcere privado” e afirmou considerar a prática uma forma de coação política. “Não concordo com esse tipo de política, desse tipo de ação, porque o voto tem que ser livre, tanto nas eleições gerais como nas eleições de Câmara. Não tem que ser coação. Pra mim isso é coação”, colocou.









