A Polícia Federal investiga uma série de saques em espécie de R$ 9,8 milhões realizados pela empresa Santa Rita Engenharia Ltda. em Macapá com corrupção em Macapá. A movimentação financeira foi classificada como “sistematizada” e “anômala” pelos peritos.
Desvio de Recursos
Segundo a decisão do Supremo Tribunal Federal, a investigação mostrou que os saques ocorriam logo após os repasses do contrato feitos pela prefeitura à empresa.
De acordo com a análise financeira da investigação, os dois sócios da empresa realizaram 59 saques em espécie entre janeiro de 2023 e setembro de 2024.
A sequência registrada pela apuração é descrita como uma cadeia probatória relevante.
Os investigadores identificaram um padrão de entrada de recursos públicos na conta da empresa; saque imediato em dinheiro; transporte em mochila; passagem por imóveis ligados a aliados políticos; e entrega a terceiros vinculados ao prefeito.
Na interpretação dos investigadores, o percurso indica possível repasse dissimulado de vantagem indevida a agentes públicos.
Os documentos da diligência policial revelaram que o dinheiro público não retornava ao sistema bancário e não havia registro de pagamentos relacionados à execução da obra.
Um dos episódios destacados pela investigação ocorreu em 23 de dezembro de 2024, quando Rodrigo Moreira sacou R$ 850 mil em espécie em uma agência do Banco do Brasil.
Outro caso considerado relevante pelos investigadores ocorreu em 23 de maio de 2025, quando equipes da Polícia Federal monitoraram Rodrigo Moreira no instante em que ele chegou a uma agência bancária no centro de Macapá.
Após entrar no banco, Rodrigo saiu carregando uma mochila preta e seguiu para seu apartamento, onde permaneceu cerca de 10 minutos.
A PF aponta que o intervalo poderia ter sido utilizado para conferência ou redistribuição do dinheiro.
Em seguida, ele foi até o Laboratório Dr. Paulo Albuquerque, também localizado no centro da capital.
Um homem entrou no laboratório e saiu cerca de 10 minutos depois acompanhado de outro indivíduo.
Este segundo homem carregava a mochila preta e embarcou em um Fiat Cronos branco estacionado nas proximidades.
Os policiais iniciaram acompanhamento do veículo, mas a perseguição foi interrompida para evitar exposição da operação.
A consulta aos registros oficiais revelou que o carro estava em nome de Antônio Paulo de Oliveira Furlan, então prefeito da cidade.
Os investigadores identificaram um padrão se repetindo em novos episódios semelhantes em junho de 2025.
Em uma das diligências, agentes observaram a presença de um homem identificado como Hulgo Márcio Bispo Corrêa, ligado a uma clínica associada ao prefeito.
Os policiais iniciaram acompanhamento do veículo, mas a perseguição foi interrompida para evitar exposição da operação.
Leia também: 59 saques em menos de dois anos
Investigação Aberta
A investigação da Polícia Federal está aberta e em andamento.
Os investigadores continuam a coletar provas e testemunhas para esclarecer os fatos e identificar os responsáveis pelos saques em espécie.
Em conclusão, a investigação da Polícia Federal mostra um padrão de corrupção e desvio de recursos públicos em Macapá.
Os investigadores continuam a trabalhar para esclarecer os fatos e identificar os responsáveis pelos saques em espécie.
A operação Paroxismo continua em andamento e espera-se que os resultados sejam divulgados em breve.
Transparência e Combate à Corrupção
A investigação da Polícia Federal mostra a importância da transparência e do combate à corrupção em Macapá.
A operação Paroxismo busca esclarecer os fatos e identificar os responsáveis pelos saques em espécie.
A investigação mostra a necessidade de fiscalização e controle sobre os recursos públicos.








