A Polícia prendeu Rhavenna Almeida, de 24 anos, conhecida como Missionária do CV, durante a Operação Fariseus nesta quinta-feira (16) e ela apareceu em vídeos antigos cantando pelos corredores da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Com microfone, caixa de som e as mãos erguidas, ela entoava hinos religiosos enquanto detentos acompanhavam das celas.
Além disso, Polícia Civil (PJC) aponta que Rhavenna e familiares usavam um projeto religioso como fachada para entrar na PCE, com o objetivo de intermediar recados, transportar valores e aproximar lideranças do CV.
Justiça mantém presa missionária acusada de ordens do CV
Missionária do CV
Em fotos mais recentes apreendidas pela Dracco, a missionária aparece com boné e posando ao lado de um fuzil dourado. Além disso, a atuação da Missionária do CV teve o apoio da facção, incluindo uma cirurgia plástica bancada por um dos chefes do CV.
Além disso, a investigação identificou viagens da família ao Rio de Janeiro para áreas dominadas pelo CV, relacionamentos com integrantes da organização e conversas sobre “salves” e venda de arma escondida em propriedade rural. O envolvimento da Missionária do CV também é citado nesses deslocamentos.
Rhavenna permanece presa preventivamente por decisão da Justiça. Assim, a Missionária do CV permanece sob custódia, enquanto a Operação Fariseus continua apurando outros envolvidos no esquema.
• Entrada no presídio com fachada religiosa
• Intermediação de recados e valores
• Relacionamentos com lideranças do CV
• Cirurgia plástica bancada pela facção
Mais contexto pode ser visto em Projeto religioso para facção: família envolvida em lavagem.
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