Menopausa: rompendo silêncio e estigmas

Imagem que ilustra a menopausa, rompendo silêncios e estigmas sobre a saúde da mulher.
A ginecologista Fabiana Bersch destaca a importância de falar abertamente sobre a menopausa.
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Menopausa não precisa ser silêncio, nem sofrimento

Menopausa é uma fase natural da vida feminina, mas não precisa ser marcada por silêncio e sofrimento. A ginecologista Fabiana Bersch defende uma mudança urgente de visão e enfatiza a importância do cuidado preventivo.

Com 25 anos de atuação em Mato Grosso e uma recente passagem pela Harvard Medical School, Fabiana reforça: envelhecer não é se resignar.

Envelhecer com mais liberdade

“Eu acho que as mulheres não devem normalizar essa fase, dizer que faz parte do envelhecimento e aceitar.”

A fala da médica toca em uma ferida aberta na saúde feminina: a ideia de que, após o fim da fase reprodutiva, o mal-estar é o “novo normal”.

Além disso, há a complexidade inserida de forma invisível na menopausa. O ‘calorão’ é apenas a ponta do iceberg.

“São mais de 100 sintomas. Muitas mulheres não associam dores articulares, cansaço, alterações de humor, insônia ou até falhas de memória à questão hormonal”, explica a médica.

Embora as redes sociais tenham aberto as portas para o assunto, Fabiana pondera que a realidade fora dos grandes centros ainda é de muito silêncio.

Portanto, é fundamental que os profissionais de saúde se atualizem e os pacientes tenham acesso à informação para tomar decisões informadas.

Além disso, é importante comunicar quem está ao redor. Muitas vezes, marido, filhos, colegas não entendem o que está acontecendo.

Isso também faz parte do cuidado, em conclusão.

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A medicina ainda atua muito na doença, e não na saúde. Além disso, é fundamental entender o corpo e agir antes que a ‘doença’ se instale.

Para Fabiana Bersch, o debate é também de saúde pública e demanda estratégias e um plano de ação pensado nas mulheres em suas diversidades.

Enfim, não é só tratar o que aparece. É prevenir, e isso inclui a importância de trazer a família para a conversa.

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