Barriga inchada, sensação de estufamento, perda de apetite e alterações no intestino. Esses sintomas, que podem ser comuns no dia a dia, costumam ser tratados como algo passageiro — mas podem ser os primeiros sinais do câncer de ovário, uma das doenças ginecológicas mais perigosas e silenciosas.
O alerta é feito pelo médico patologista, Carlos Aburad, ao comentar o Dia Mundial do Câncer de Ovário, celebrado no dia 8 de maio. A doença atinge principalmente mulheres a partir dos 60 anos. Em 2025, o Brasil deve registrar mais de 7 mil novos casos, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer).
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O câncer de ovário é o segundo tipo de câncer ginecológico mais comum entre brasileiras, ficando atrás apenas do câncer do colo do útero. Em cerca de 80% dos casos, o diagnóstico só acontece em estágio avançado e as chances de cura caem, de acordo com o médico. “O câncer de ovário não começa com alarde. Quando a mulher percebe, muitas vezes, o tumor já avançou”, diz Aburad.
A evolução desse tipo de câncer costuma ser silenciosa. No início, os sinais são sutis e facilmente confundidos com problemas digestivos ou hormonais. Os sintomas são: inchaço abdominal persistente, dor na pelve ou no abdômen, sensação de saciedade precoce, alterações intestinais como constipação e diarreia, perda de peso e de apetite sem causa aparente, sangramento vaginal anormal, fadiga e dores nas costas ou nas pernas e alterações urinárias.
“A mulher precisa ser protagonista da própria saúde. Se um sintoma persiste por semanas, é preciso procurar um ginecologista com urgência”, reforça o patologista. Segundo ele, a doença afeta, principalmente, mulheres acima dos 60 anos. Mas há fatores de risco que aumentam a chance de desenvolver o tumor, como: histórico familiar de câncer de ovário, mama ou colorretal (especialmente em parentes de primeiro grau); mutações genéticas hereditárias, menstruação precoce antes dos 12 anos e menopausa tardia após os 52; mulheres que nunca engravidaram; obesidade e sedentarismo, além de reposição hormonal prolongada. Por outro lado, afirma Aburad, o uso prolongado de anticoncepcionais e o tempo de amamentação são fatores associados a menor risco da doença.
Rotina ginecológica
Não existe um exame de rotina capaz de detectar precocemente o câncer de ovário. Por isso, o acompanhamento ginecológico regular, principalmente a partir dos 50 anos, é essencial para detectar o câncer de ovário, de acordo com o patologista.
O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode envolver cirurgia e quimioterapia. Aburad explica que quando esse câncer é diagnosticado precocemente, as chances de cura podem ultrapassar 90%. Segundo o relatório Globocan 2020, o número de diagnósticos deve aumentar 42% até 2040 no mundo.
“A principal prevenção ainda é a conscientização. Conhecer os sintomas, os fatores de risco e manter o cuidado ginecológico em dia pode salvar vidas. Silenciar sintomas é abrir espaço para que o câncer avance”, finaliza Aburad. PREVENTIVOS Patologista chama atenção para sintomas sutis de câncer de ovário Médico alerta sobre sintomas sutis de câncer de ovário Sensação de inchaço abdominal persistente, dor na pelve ou no abdômen e saciedade precoce podem ser indicativos










