Maysa critica dossiê de Abilio sobre direcionamento licitatório rotativo

Maysa Leão aponta o dedo acusadoramente para Abilio Brunini durante debate sobre direcionamento licitatório rotativo.
Vereadora Maysa Leão contesta apresentação de dossiê sobre direcionamento licitatório rotativo por Abilio Brunini.
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A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou veementemente a apresentação de um dossiê pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), na sessão da CPI da CS Mobi. Na ocasião, o prefeito trouxe documentos levantando suspeitas de direcionamento licitatório rotativo, o que Maysa considera um ato com fins de espetáculo na reta final da investigação.

Direcionamento licitatório rotativo: Acusação na reta final

Segundo a parlamentar, o prefeito apresentou um volumoso dossiê com alegações de direcionamento licitatório rotativo faltando apenas 16 dias para o encerramento da CPI. Portanto, ela questiona a tempestividade dos documentos. Para Maysa, este é um fato novo que foge do escopo original da investigação, focado no contrato entre a Prefeitura e a CS Mobi.

“Eu falei isso para ele, prefeito, 224 dias depois o senhor chega com uma grande caixa, que poderia ter sido apresentada para nós previamente, num grande espetáculo. São milhares de soluções para 16 dias, o que é impossível”, declarou Maysa Leão nesta quinta-feira (25).

Além disso, a vereadora ressaltou que o Executivo, ou seja, o prefeito, é quem detém o poder de decisão sobre as cláusulas contratuais. Ela exemplificou a situação ao questionar a alteração de pontos de ônibus previstos em contrato.

Maysa Leão também esclareceu que a arrecadação futura do estacionamento rotativo, após a conclusão do Mercado Municipal, será destinada à Prefeitura de Cuiabá. Em suma, o dinheiro do rotativo já é arrecadado pelo Município, que efetua o pagamento de uma contrapartida.

“A contrapartida que está no contrato é progressiva. Começa com R$ 654 mil por mês e chega no ápice a 1,94 milhão. Se a gente tiver 3 mil vagas de estacionamento na cidade, a gente subsidia quase esse R$ 1,94 milhão”, explicou a vereadora, comparando com os estacionamentos de shoppings centers da Capital.

Por exemplo, para Maysa, já é hora de Abilio Brunini dialogar com a CS Mobi e negociar contrapartidas para o município. Ela citou a disposição da empresa em ceder um andar do Mercado Municipal para uso exclusivo da Prefeitura.

“Passou da hora de sentar e conversar no gabinete, olhar para Cuiabá, pensar no futuro, desenhar aquilo que é equilibrado e viável e passar para população. Ele gosta das caixinhas de perguntas, abre uma caixinha de perguntas: vocês concordam? Está na hora de decidir e essa decisão cabe só ao Executivo”, concluiu.

No entanto, Abilio Brunini compareceu à oitiva com um calhamaço de documentos, focando em suspeitas sobre os trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) durante a fase pré-contratual. Ademais, ele deu entrevista garantindo que a CPI não “terminará em pizza”.

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