Maysa critica dossiê Abílio na CPI: manobra tardia?

Vereadora Maysa Leão aponta irregularidades no dossiê Abílio CPI.
Maysa Leão contesta a validade do dossiê apresentado por Abílio na CPI.
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A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou o que chamou de espetáculo do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), na sessão da CPI da CS Mobi nesta quarta-feira (24). Portanto, a parlamentar avalia a entrega do dossiê Abílio CPI como uma manobra tardia.

Apresentação do dossiê na CPI

Na ocasião, Abilio apresentou um dossiê contra o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos. Segundo Maysa Leão, os documentos foram entregues faltando apenas 16 dias para a conclusão da CPI. Ela considera que possível direcionamento licitatório é um fato novo, fora do escopo da investigação que foca o contrato entre a Prefeitura e a CS Mobi. Além disso, a vereadora declarou: “prefeito, 224 dias depois o senhor chega com uma grande caixa, que poderia ter sido apresentada para nós previamente, num grande espetáculo”.

A parlamentar questionou a capacidade de analisar milhares de soluções em tão pouco tempo, enfatizando que o Executivo, representado pelo prefeito, detém o poder de negociar as cláusulas contratuais. “Quem tem o poder de ir cláusula a cláusula dizendo: vocês falaram que vocês vão fazer 6 pontos de ônibus, ao invés de 6 pontos de ônibus, vão fazer 30? É ele”, disse Maysa.

Esclarecimentos sobre o contrato

Maysa Leão esclareceu que a arrecadação do estacionamento rotativo, após a conclusão do Mercado Municipal, será da Prefeitura de Cuiabá. Ademais, o dinheiro do estacionamento rotativo é arrecadado pelo Município, que também paga uma contrapartida. “A contrapartida que está no contrato é progressiva. Começa com R$ 654 mil por mês e chega no ápice a 1,94 milhão”, explicou a vereadora.

Ela citou como exemplo os estacionamentos de shoppings centers da Capital, onde a exploração pertence à iniciativa privada. Portanto, a vereadora acredita que já passou da hora de Abilio dialogar com a CS Mobi e acordar contrapartidas para o município. Por exemplo, a empresa estaria disposta a ceder um andar do Mercado Municipal para uso exclusivo da Prefeitura.

“Passou da hora de sentar e conversar no gabinete, olhar para Cuiabá, pensar no futuro, desenhar aquilo que é equilibrado e viável e passar para população”, concluiu Maysa Leão, ressaltando que a decisão final cabe ao Executivo. Abilio Brunini, em sua oitiva, apresentou um calhamaço de documentos da fase pré-contratual, levantando suspeitas sobre os trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Ele garantiu, ainda, que a CPI da CS Mobi não “terminará em pizza”.

Saiba mais sobre as investigações em nosso portal: CPI CS Mobi.

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