O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), criticou a deputada Edna Sampaio (PT) pela condução da tentativa de instaurar a CPI do Feminicídio no Estado, apontando falta de habilidade política e preparo técnico.
A iniciativa de criar a CPI do Feminicídio foi inviabilizada após parlamentares retirarem assinaturas do requerimento, o que resultou na perda do número mínimo necessário para a instalação da comissão.
Críticas à condução da CPI do Feminicídio
Edna Sampaio participou de uma reunião com representantes do Governo do Estado, onde foi sugerida a substituição da CPI por uma Comissão Especial focada em discutir medidas mais rigorosas para o combate ao feminicídio em Mato Grosso.
“Sinceramente, acho que faltou habilidade e experiência para ela. Particularmente, se eu proponho uma CPI, não vou me reunir com o governo. É preciso fazer o enfrentamento”, declarou Russi, enfatizando sua visão.
Ele acrescentou: “Quem assinou? Por que assinou? Eu evito assinar qualquer encaminhamento sem ter convicção de que vou até o fim. Se assinar e depois recuar, considero muito ruim enquanto parlamentar”.
O presidente da ALMT também mencionou que o pedido de abertura da comissão investigativa apresentava problemas técnicos consideráveis. Portanto, a proposta não pôde seguir adiante como planejado inicialmente.
“Além das assinaturas, o embasamento estava incorreto. Encaminhei o protocolo para a procuradoria da Casa, e ele veio cheio de falhas. O objeto proposto incluía temas de competência federal, mas nosso foco deve ser em medidas estaduais”, completou, explicando os motivos técnicos da falha.
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