Mato Grosso: Governador pede diálogo com EUA para evitar crise econômica

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Governador de Mato Grosso defende negociação com EUA para evitar prejuízos econômicos

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, defendeu nesta quarta-feira (19) a necessidade de o governo federal iniciar, o mais rápido possível, negociações com os Estados Unidos para reverter os efeitos da nova tarifa imposta pelo presidente Donald Trump.

Mendes alertou que a falta de diálogo pode prejudicar a economia brasileira. Em entrevista à imprensa, o governador ressaltou que a crise diplomática entre os dois países é economicamente prejudicial.

Críticas à postura de autoridades

Ele criticou a postura de algumas autoridades públicas que, segundo ele, buscam um “palanque eleitoral” em detrimento das consequências. “É muito lamentável que nós estejamos vivendo essa crise. Eu lamento profundamente algumas atitudes de algumas autoridades. Eu faria um pouco diferente. Eu acho que o Brasil precisa construir um ambiente de paz. O governo federal tem as suas contas públicas muito ruins. É momento de ter foco. Ficar nesse joguinho aí, tentando se aproveitar de um lado, e outro. Tirar vantagem eleitoral para 2026, de um caos econômico que pode ter no Brasil, é muito ruim”, declarou Mendes.

Responsabilidade e foco no problema

Diferentemente de outros políticos, o governador de Mato Grosso apontou que existem responsáveis pela nova tarifa e que a sociedade conhece alguns deles. “Independente de quem é o culpado, e provavelmente tenha culpados aí, todos nós brasileiros poderemos pagar a conta disso. Então é momento de quem é sério, de quem é sério. Mas, todo mundo no Brasil sabe disso, quem errou um pouco mais ou um pouco menos. Mas, agora o que importa é focar no problema”, afirmou.

Consequências e precedentes globais

Mendes alertou sobre as graves consequências econômicas que o embargo dos Estados Unidos pode acarretar ao Brasil em curto, médio e longo prazo. Ele destacou a supremacia dos EUA no cenário global, lembrando que potências como China e Europa já cederam e negociaram com os americanos.

Por isso, ele considera fundamental que o governo federal brasileiro encontre os caminhos para um diálogo. “Esse embargo com os Estados Unidos pode trazer graves consequências para a economia brasileira no curto, médio e longo prazo. Então é momento de pensar no Brasil, e não ficar pensando nas eleições de 2026, como eu estou vendo muita gente fazendo aí. Nós temos que olhar para a economia brasileira, para os brasileiros, olhar para aquilo que realmente importa. Estados Unidos, ele é o maior país do planeta, não é à toa. O povo é sabido. É o maior PIB do planeta. A China, que é o segundo maior PIB do planeta, recuou e negociou com os Estados Unidos. A Europa, um grande bloco econômico, recuou e negociou com os Estados Unidos. Então, cabe ao governo brasileiro fazer isso, não que faça isso”, concluiu.

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