Um cuiabano é apontado como um dos principais organizadores da máfia do Pix acampamento, em Brasília. Rubem Abdalla Barroso Júnior, de 47 anos, foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por seu envolvimento em atividades criminosas.
Cuiabano chefiava a máfia do Pix no acampamento
Segundo a denúncia, Abdalla liderava a barraca de alimentação do acampamento golpista. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, o acusou, juntamente com sua companheira Eloísa da Costa Leite, por associação criminosa e incitação ao crime. Portanto, a acusação foi formalizada ao Supremo em 9 de julho.
Abdalla ficou conhecido no local como o líder da “máfia do Pix”, pois era o responsável pela arrecadação de fundos para sustentar a estrutura. De fato, o relatório da Polícia Federal (PF) detalha movimentações financeiras expressivas relacionadas a esse esquema do Pix no acampamento.
Entre novembro de 2022 e janeiro de 2023, a conta de Eloísa registrou R$ 1 milhão em créditos e R$ 738,5 mil em débitos. Deste montante, R$ 185 mil foram repassados para Abdalla, valores que, segundo a PGR, eram destinados à alimentação dos golpistas acampados. Além disso, estes recursos reforçam a tese de custeio da estrutura e apoio aos atos de 8 de janeiro.
O esquema envolvia uma chave Pix vinculada à conta de Eloísa, que repassava os valores para Abdalla. Consequentemente, parte da quantia arrecadada era utilizada para financiar a prática de atos antidemocráticos. A acusação ainda cita uma live em que Abdalla convocava seguidores para a mobilização em Brasília, descrevendo o QG do Exército como um ponto de encontro para a “marcha da liberdade”. Assim, o envolvimento da máfia do Pix acampamento se torna mais claro.
Durante as investigações, Abdalla fugiu para o Uruguai, mas foi preso em novembro de 2024 em Rosário do Sul (RS) ao retornar ao Brasil. Atualmente, ele responde em liberdade. Para mais informações sobre o cenário político e investigações, acompanhe nossas notícias em nosso portal.










