Mãe pede por Justiça e acredita que crime teve participação de mais pessoas

Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

THIAGO STOFEL

LETICIA AVALOS

Os familiares da adolescente Emelly Azevedo Sena, de 16 anos, que foi brutalmente assassinada na última semana em Cuiabá, estiveram na Câmara da Capital na manhã desta terça-feira (18), para cobrar Justiça.

Em depoimento, Ana Paula Peixoto de Azevedo, mãe de Emelly, acredita que o crime não foi cometido somente por Nataly Helen Martins Pereira, de 28 anos. A suspeita confessou o crime para a Polícia Civil, e disse que agiu sozinha para ficar com o bebê.

“Eu gostaria muito que todos vocês me ajudassem a encontrar os culpados para que todos fiquem presos, porque o que fizeram com minha filha, não tem possibilidade de uma pessoa agir sozinha, tenho certeza que teve ajuda”, disse a mulher em prantos.

Ela ainda revelou que está sofrendo e pediu ajuda para que o Estado a ajude a encontrar os envolvidos no crime, “o que fizeram com minha filha, não se faz nem com um animal”, disse.

Por fim, ela disse que sua filha estava vivendo um sonho, comprando o enxoval de sua filha, e planejando seu futuro, “Agora tudo acabou. Só quero Justiça para minha filha”, finalizou.

Relembre o caso

Emilly foi vista pela última vez na manhã de quarta-feira (12), quando saiu de sua casa, em Várzea Grande, para buscar as doações prometidas por Nataly. Na tarde do mesmo dia, uma enfermeira do Hospital Santa Helena denunciou à polícia que Nataly deu entrada na unidade com uma criança nos braços, alegando que teve parto normal em casa.

Leia mais:

Mulher confessa assassinato de adolescente e diz ter agido sozinha

1ª dama comenta crime cruel em Cuiabá e defende penas mais rígidas

Conforme o relato da profissional, a suposta mãe chegou andando normalmente, com o cordão umbilical cortado e um pouco de sangramento na mão. Na avaliação clínica, o colo do seu útero estava fechado, descartando a possibilidade de ela ter tido um parto normal.

Ao pedir para dar de mamar à criança, Nataly informou que não possuía leite e insistiu em ir embora ao perceber a desconfiança da enfermeira. A Polícia Militar esteve no local e a encaminhou à delegacia.

Quer receber notícias no seu celular? Participe do nosso grupo do WhatsApp clicando aqui .

Tem alguma denúncia para ser feita? Salve o número e entre em contato com o canal de denúncias do Midiajur pelo WhatsApp: (65) 993414107. A reportagem garante o sigilo da fonte.

Compartilhe :

Veja mais