Madeireiro é preso suspeito de matar investigador em Campo Novo do Parecis

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Um madeireiro de 59 anos foi preso temporariamente na segunda-feira (26), suspeito de ter feito os disparos que mataram o investigador da Polícia Civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos. O crime ocorreu em Campo Novo do Parecis, a 402 km de Cuiabá, no domingo, após o resultado das eleições.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito foi encontrado na fazenda de um irmão, situada a cerca de 170 km de Campo Novo do Parecis. As equipes chegaram ao local antes dele. Pouco depois, o homem apareceu dirigindo uma Toyota Hilux prata e foi preso.

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O delegado Guilherme Kaiper, que conduz a investigação, afirmou que o suspeito se entregou por iniciativa própria. Houve possível resistência quando os policiais tentaram algemá-lo. “Ele se entregou de forma espontânea. Nós nos dirigimos à fazenda. Ele chegou dirigindo a sua picape. Assim que localizou as equipes policiais, ele rapidamente desceu e se entregou”, relatou ao Portal Campo Novo.

Em conversa inicial com os policiais, o suspeito teria alegado que não pretendia disparar contra pessoas, mas atingir a caixa de som próxima. “Ele alega que atirou somente na caixa de som. Contudo, nós temos as gravações. Os disparos foram aleatórios, e foram na direção das pessoas, com no mínimo o dolo eventual de acertar essas pessoas. Nada justifica a ação do agressor”, afirmou o delegado.

O homem será investigado por homicídio doloso qualificado pela morte de Emilson e por tentativa de homicídio doloso contra pelo menos outras três vítimas já identificadas. Duas delas foram atingidas de raspão por tiros.

A arma usada no crime, uma pistola calibre .9mm, foi localizada na mata onde o suspeito se escondia. Ela estava com apenas 3 munições, quantidade que levou a Polícia Civil a afirmar: “O que indica que ele deflagrou as demais munições na hora do fato”.

O crime

Segundo a Polícia Civil, o homem passou pelo estabelecimento e fez uma pergunta sobre política. Depois de ouvir a resposta, começou a atirar contra quem estava no local. As vítimas buscaram abrigo. Emilson tentou reagir, mas levou um tiro no tórax e morreu.

Emilson tinha 24 anos de carreira na Polícia Civil, incluindo 20 anos na Delegacia de Campo Novo do Parecis. Ele deixa quatro filhos.

Em nota, a Polícia Civil manifestou pesar pela morte de Emilson. “Aos familiares, amigos e colegas de trabalho, a Polícia Civil externa pesar e condolências”.

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