Na região do Guará 2, no Distrito Federal, um caso de estupro em massa ganhou destaque após a prisão do líder de um grupo de adolescentes da Igreja Batista Filadélfia, que também foi aliciador de menores vulneráveis.
Liderança manipulada
Segundo apurações da coluna Na Mira, o suspeito, Gabriel de Sá Campos, 30 anos, utilizava sua posição de liderança para ter acesso privilegiado às vítimas, explorando a confiança depositada pelas famílias para cometer os abusos de forma recorrente e premeditada.
- O caso foi descoberto em dezembro de 2024, quando a família do suspeito caracterizou os fatos como “brincadeira” e “ato involuntário”, solicitando que a família mantivesse silêncio.
- Em novembro de 2025, um diácono da igreja caracterizou os crimes como “mal-entendidos”, solicitando um “pacto de sigilo” e afirmando que “problemas da igreja se resolvem na igreja, e não na polícia”, em clara tentativa de obstrução da Justiça.
- A Justiça do DF determinou busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo telemático, quebra de sigilo telefônico dos últimos cinco anos e medidas protetivas, incluindo proibição de aproximação em um raio de 300 metros das vítimas e afastamento imediato de todas as funções religiosas, do acusado.
Abusos premeditados e manipulação psicológica
As investigações da 4ª Delegacia de Polícia (Guará) revelaram que o homem utilizava sua posição de liderança para ter acesso privilegiado às vítimas, explorando a confiança depositada pelas famílias para cometer os abusos de forma recorrente e premeditada contra jovens do sexo masculino.
No entanto, a manipulação psicológica e o planejamento meticuloso empregados por Gabriel demonstraram requintes de habilidade e crueldade, aproveitando-se de sua função como instrutor de um curso de “integridade sexual” oferecido pela igreja para adolescentes e obteve informações íntimas sobre as vulnerabilidades emocionais dos menores.
Além disso, as denúncias apontam que o suspeito também chamava as vítimas para assistir a filmes na casa dele como pretexto para cometer os crimes sexuais, e que, quando a vítima se incomodava e pedia para parar, ele continuava fazendo insistentemente.
Por exemplo, um dos abusos sexuais teria acontecido nas dependências da igreja, em uma festa do pijama sob responsabilidade do suspeito.
As investigações ainda apontam que as vítimas não teriam sido concomitantes, e que o suspeito criava laços com um dos alvos até cometer os abusos. Depois que o menor se afastava, o ex-líder se aproximava de outro jovem.
Ao mesmo tempo, a mãe do suspeito confrontou os menores sem a presença de responsáveis legais, acusando-os de “falso testemunho” e ameaçando processar as famílias.
Portanto, a Justiça do DF determinou medidas protetivas para as vítimas, incluindo proibição de aproximação em um raio de 300 metros e afastamento imediato de todas as funções religiosas do acusado.
Crime de estupro de vulnerável
Gabriel responde pelos crimes de estupro de vulnerável e de importunação sexual, e permanece detido no Departamento de Polícia Especializada da PCDF.
De acordo com as investigações, os casos denunciados que estão em investigação teriam ocorrido desde 2019, e que uma das vítimas já atingiu a maioridade.
Em conclusão, o caso de estupro em massa na Igreja Batista Filadélfia é um exemplo chocante de como a manipulação psicológica e a exploração de vulnerabilidades podem ser utilizadas para cometer crimes sexuais.
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