Lei trans esporte: defesa e polêmicas em Cuiabá

Vereador debate a lei trans esporte, comparando críticas a reações de vermes.
Debate em Cuiabá: vereador defende a lei trans esporte e polêmicas surgem.
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O vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), reagiu à Ação Civil Pública que contesta a lei trans esporte. A ação foi movida pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso e pela Defensoria Pública.

Críticas à lei trans esporte comparadas a vermífugos

A legislação em questão, de autoria de Ranalli, proíbe a participação de atletas transgêneras em competições femininas oficiais na Capital. Em entrevista nesta terça-feira (23), o vereador comparou as contestações a uma reação natural. “Quando você toma vermífugo, geralmente os vermes se debatem”, afirmou.

Ele acrescentou que a lei, embora polêmica e com visibilidade nacional, visa proteger as mulheres. Portanto, Ranalli vê a ação judicial como um reflexo esperado.

De acordo com a petição, a lei é inconstitucional por invadir competência da União. Além disso, a peça aponta violação a princípios como dignidade humana e igualdade.

No entanto, o parlamentar sustenta apoio popular. Ele conclamou defensores do feminismo para apoiar a proibição de participação de trans no esporte feminino.

“Conclamo aqui todo mundo que tem esse discurso de defesa das mulheres, de feminismo, que venha defender as mulheres contra a participação de homens, que aí se tornaram mulheres, contra mulheres no esporte feminino”, declarou.

Ranalli também acusou a Associação LGBTQIA+ de oportunismo. Ele criticou o pedido de R$ 600 mil em danos morais coletivos, a serem arcados pela Prefeitura.

“Acho um absurdo pedir indenização, aí eu já vejo como uma certa má-fé. Agora, processar o município em R$ 600 mil, sinceramente não entendi o objetivo disso, aí sim não concordo”, concluiu.

O processo aguarda análise de um pedido liminar. Caso concedida, a lei ficará suspensa até o julgamento final, o que poderá impactar a continuidade da lei trans esporte.

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