Um laudo insanidade depressão emitido pela Politec de Mato Grosso aponta que Daniel Bennemann Frasson, engenheiro agrônomo, pode ser considerado inimputável. Ele é acusado de matar a esposa e esfaquear a filha de 7 anos em Lucas do Rio Verde. O processo criminal foi suspenso para avaliação psicológica.
Laudo de Insanidade Depressão: A Conclusão da Perícia
O terrível episódio ocorreu na madrugada de 24 de junho, quando a esposa, Gleici Keli Geraldo de Souza, foi assassinada com 16 facadas enquanto dormia ao lado do marido e da filha. A menina, por sua vez, sobreviveu após ser socorrida por vizinhos, mas precisou de 22 dias internada em UTI. O laudo insanidade depressão é o ponto central da nova etapa do caso.
Daniel Frasson foi encontrado no corredor da casa, confuso e ferido. Familiares confirmaram que ele fazia tratamento para depressão e usava medicação controlada há meses. Contudo, a conclusão do laudo gera revolta.
Revolta da Enteada
A filha mais velha de Gleici e enteada de Daniel, que agora tem a guarda da irmãzinha, usou as redes sociais para expressar sua indignação. Ela questiona a conclusão dos peritos, pedindo que o ato seja julgado como consciente e não como resultado de um surto. Em suas palavras, ela reflete sobre as inconsistências percebidas: “Como alguém que se formou, que trabalhava, que já teve carteira assinada, que tem um CNPJ, que tirou passaporte, que dirigia, que fazia todas as atividades rotineiras possíveis, pode ser dito como mentalmente insano?” Ela também pontua: “Estava com depressão, tomava remédios, surto psicótico, aplicou Ozempic. Às vezes parece uma piada de muito mau gosto.”
A jovem também relatou episódios do cotidiano que, para ela, evidenciam a capacidade de discernimento do padrasto. Ela detalha momentos de aparente sanidade, como durante festas, discussões com a mãe ou controle financeiro, contrastando com a alegação de insanidade no momento do crime. Ela afirma categoricamente: “Maldade, crueldade, egoísmo e inveja não são doenças. São escolhas.”
Questionamentos sobre a Capacidade Momentânea
A enteada também questiona a tese de incapacidade momentânea defendida no laudo. Ela pontua como um indivíduo em surto conseguiria abraçar a própria filha, pedir desculpas pela morte da mãe e, ainda assim, esfaqueá-la repetidamente. Além disso, questiona se um surto permitiria que ele enviasse mensagens ao irmão contando o ocorrido ou mantivesse conversas telefônicas. O silêncio em depoimento, segundo ela, representa autodefesa e não um quadro psicótico. Ela reforça: “Silêncio em depoimento não é surto. É autodefesa.”
Esperança por Justiça
A jovem mantém a esperança de que o Judiciário avance no caso. Ela deseja que sua irmã receba o mínimo de segurança e cresça bem, sabendo que houve justiça para sua mãe. Ela acredita que o caso não se tornará apenas mais uma estatística. Ela conclui: “Isso não acabou.” O processo criminal será retomado após decisão judicial sobre o laudo psiquiátrico, dependendo do posicionamento do Ministério Público e da análise do juiz responsável. Para mais detalhes sobre casos semelhantes na região, confira nossas reportagens em notícias da cidade.










