Justiça nega liberdade a acusado de lavar dinheiro para facção

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A juíza Alethea Assunção Santos, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, negou o pedido de liberdade de Marllon da Silva Mesquita, acusado de integrar o Comando Vermelho e de lavar dinheiro para a organização criminosa. Ele foi preso em novembro de 2024, durante a Operação Fair Play.

Acusado de movimentar R$ 279 mil

Marllon é considerado um dos principais aliados de Paulo Witer Faria Paelo, o WT, líder do Comando Vermelho em Mato Grosso. Segundo o Ministério Público, Marllon teria movimentado R$ 279.775,65 de origem ilícita, valor incompatível com sua renda.

Ele também é acusado de realizar depósitos em nome de empresas para financiar a facção. A defesa alegou que não havia perigo na liberdade de Marllon, mas o pedido foi negado.

Manutenção da prisão preventiva

A magistrada ressaltou que a situação de Marllon não mudou desde a decretação da prisão e que os indícios de participação ativa na organização criminosa justificam a manutenção da medida.

“Não houve mudança na situação do acusado desde a decretação da prisão, e que os elementos constantes no processo justificam a manutenção da medida extrema.”

A juíza destacou que crimes como lavagem de dinheiro e participação em facção são de natureza contínua, permitindo a manutenção da prisão preventiva mesmo após longo período de apuração.

“Medidas cautelares alternativas não são suficientes diante da gravidade dos fatos.”

Celular quebrado e carros apreendidos

Durante a prisão, Marllon quebrou o próprio celular e o escondeu no ralo da lavanderia de seu apartamento no bairro Alvorada, em Cuiabá. A ação foi flagrada durante as diligências.

Na residência de Marllon, foram apreendidos um Nissan Kicks e um Jeep Renegade. No Jeep, a polícia encontrou R$ 11.826,00 em dinheiro.

Marllon também seria o responsável pela compra de um apartamento de R$ 1 milhão para WT em um condomínio em Itapema (SC).

Operação Fair Play

A Operação Fair Play foi deflagrada pela Gerência de Combate do Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil em 27 de novembro. Ela é um desdobramento da Operação Apito Final, que investigou lavagem de dinheiro e ocultação de bens de membros do Comando Vermelho em Mato Grosso.

Ambas as operações tiveram como alvo principal Paulo Winter, o WT, tesoureiro da facção, que está preso desde abril de 2024. A Fair Play cumpriu 11 mandados de prisão e 8 de busca, além de suspender atividades econômicas e sequestrar bens e veículos.

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