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Paulo Witer Farias Paelo (foto), o W.T, tinha Odair Prins como ‘olheiro ou sentinela’
ANGELA JORDÃO
DA REDAÇÃO
A juíza Alethea Assunção Santos, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, negou o pedido de revogação da prisão preventiva Odair José Prins, apontado como “olheiro ou sentinela” de um dos líderes do da facção criminosa Comando Vermelho, em Mato Grosso, Paulo Witer Farias Paelo – o WT. Odair foi um dos alvos da Operação Apito Final, deflagrada pela Polícia Civil em abril de 2024. Ele é acusado de envolvimento com organização criminosa e lavagem de dinheiro. A decisão foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico no dia 21 de julho.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Odair teria a função de alertar WT sobre movimentações policiais. A denúncia também descreve o envolvimento de Odair na aquisição de um imóvel em Itapema (SC), além de sua presença ao lado de outros investigados em uma viagem ao Rio de Janeiro, onde teria deixado um hotel às pressas ao perceber a aproximação de autoridades.
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Operação mira grupo que movimentou R$ 65 milhões em ações criminosas
A juiza considerou a gravidade das condutas imputadas e apontou que a instrução processual não trouxe elementos novos que justificassem a revogação da custódia. O fundamento da prisão preventiva permanece baseado na garantia da ordem pública e na aplicação da lei penal. Alethea Assunção Santos apontou que não há medida cautelar alternativa que, neste momento, seja suficiente para proteger a ordem pública e o regular andamento do processo penal.
Consta nos autos que o réu teria movimentado valores suspeitos em sua conta bancária, incluindo transações fracionadas e transferências recebidas de pessoas ligadas ao tráfico de drogas em Cuiabá. Segundo a decisão, essas operações financeiras indicam possível tentativa de ocultar a origem ilícita dos valores.
Odair tem antecedentes criminais nos estados de Goiás e Pará, por crimes como furto qualificado, associação criminosa e homicídio culposo no trânsito. A existência dessas ações penais reforçou o entendimento do Judiciário sobre o risco de reiteração delitiva.
Ao indeferir o pedido da defesa, a juíza manteve o decreto de prisão preventiva e determinou a associação do processo à ação penal principal.
Operação Apito Final
A Operação Apito Final foi deflagrada em 02 de abril de 2024, com mandados judiciais cumpridos em Cuiabá, Chapada dos Guimarães, São José dos Quatro Marcos e Maceió (AL). A investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), realizada ao longo de dois anos, apontou que Paulo Winter utilizava diversas pessoas – entre amigos, familiares e advogados que atuam como ‘laranjas’ – para adquirir imóveis, comprar e vender carros e atuar na locação de veículos com o dinheiro das práticas criminosas. O grupo movimentou mais de R$ 65 milhões, mantendo até mesmo times de futebol e lojas de supermercado em Cuiabá.
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