Algumas semanas antes de protagonizar um lamentável episódio de agressão na Câmara Municipal de Sinop, o jornalista Daniel Trindade já havia se manifestado publicamente contra o vereador Marcos Vinicius Borges (PSDB). O vereador, por sua vez, também se envolveu em uma polêmica anterior, sendo acusado de zombar de um colega de profissão com uma condição neurológica.
A polêmica do comentário do vereador
O incidente que antecedeu a agressão envolveu uma publicação nas redes sociais. Nela, o vereador Marcos Vinicius teria ironizado um jornalista que possui tremor essencial. Portanto, o comentário, que dizia ‘Tá frio lá? Por que ele está tremendo?’, foi rapidamente deletado, mas gerou repercussão.
A postagem em um perfil de notícias no Instagram, embora sem citar diretamente o vereador, criticava a postura de um parlamentar. Assim, a frase foi interpretada como debochada e preconceituosa, especialmente pela sua natureza ofensiva.
Jornalista agressor já criticou vereador em tribuna
A repercussão do comentário não se limitou às redes sociais. O próprio jornalista Daniel Trindade, que mais tarde se tornaria o jornalista agressor, utilizou a Tribuna Livre da Câmara em 22 de setembro para repudiar a ofensa. No entanto, ele pediu respeito para o colega.
Na tribuna, Trindade classificou a atitude do vereador como uma afronta “injusta” e “inaceitável”. Ademais, ele argumentou que atacar um profissional de comunicação por sua condição de saúde é uma agressão à liberdade de imprensa.
A fala completa de Daniel Trindade na época reforçou a importância do respeito e da empatia, contrastando fortemente com o que ocorreria semanas depois. Ele defendeu que a tentativa de calar um jornalista por suas limitações é inaceitável.
O episódio de agressão
O atual cenário de hostilidade culminou na agressão que ocorreu nesta segunda-feira (6). Daniel Trindade agrediu Marcos Vinicius após o vereador acusá-lo de oferecer propina. Borges alegou ter apresentado áudios onde Trindade intermediava a oferta de um cargo comissionado.
Segundo o vereador, o jornalista teria dito que, em troca de votos favoráveis ao Poder Executivo, o parlamentar teria acesso a benefícios. Nesse sentido, a denúncia levantou dúvidas sobre a conduta de ambos os envolvidos.
Após a denúncia, o clima esquentou. O jornalista teria passado a ofender o vereador na entrada do plenário. Posteriormente, enquanto o parlamentar conversava com outros repórteres, Trindade teria continuado os insultos. Por fim, o vereador registrou o momento com seu celular, o que levou o jornalista a alegar que estaria sendo ameaçado.
Este caso evidencia a tensão entre a classe política e a imprensa local, demandando reflexão sobre os limites do debate público. Para mais informações sobre política regional, acesse https://portal163.com.br/noticias/politica.










