O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro preso, na superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Ao deixar o local, Carlos relatou a jornalistas que o ex-presidente está “devastado psicologicamente” após sua prisão preventiva.
Carlos Bolsonaro relata estado de Jair Bolsonaro preso
O filho do ex-presidente criticou o tempo limitado da visita, de apenas 30 minutos, que, segundo ele, foi “cronometrada”. De acordo com o vereador, Jair Bolsonaro preso está “extremamente sensível”, mas a presença dele e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trouxe força ao pai.
“A saúde emocional dele já vem sendo propositalmente desgastada há muito tempo. É um processo que eu acredito que seja premeditado. Mas a gente está aqui pra fazê-lo não desistir”, declarou Carlos. Ele acrescentou que o pai se alimenta pouco, pois “não tem como você saber que não cometeu um crime e achar isso normal”.
Em suas redes sociais, Carlos Bolsonaro classificou a prisão como uma ameaça às liberdades individuais e citou a Constituição de 1988, sugerindo violação de direitos como liberdade religiosa e de expressão. Portanto, ele pediu que a mensagem fosse compartilhada diante do que descreve como “criminalização da liberdade”.
O vereador ainda falou sobre o receio de que o processo, que considera “extremamente viciado”, cause ansiedade e inquietação psicológica. “A gente tem receito disso, lógico, porque todo processo pelo qual ele passou foi extremamente viciado”, afirmou.
Carlos reiterou que a prisão de seu pai é “perseguição política” e “tortura”. Ele também rebateu as alegações de tentativa de fuga, citando a imprensa e a situação da tornozeleira eletrônica, que, para ele, prova a inocência de Jair Bolsonaro. “A imprensa falou que visivelmente Bolsonaro estava sob efeito de algo que parecia não ser uma situação normal”, disse.
Entenda a prisão preventiva de Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente em 22 de junho em Brasília. A prisão é uma medida cautelar, não o cumprimento da pena final. Ele já estava em prisão domiciliar e foi levado à sede da PF, onde ficará em uma sala reservada para figuras de alto escalão.
Segundo o Centro de Integrado de Monitoração Integrada do Distrito Federal, Bolsonaro violou a tornozeleira eletrônica por volta da 0h08 de sábado. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou que a violação “constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga”.
Moraes também interpretou a convocação de uma vigília pelo senador Flávio Bolsonaro como uma tentativa de “organização criminosa”, disfarçada. Ele acredita que o objetivo era obter vantagens pessoais. Por exemplo, a manifestação em frente ao condomínio do pai visava facilitar uma fuga.
A defesa de Bolsonaro, em nota, expressou perplexidade com a motivação da prisão, baseada em uma vigília de orações. Além disso, eles argumentam que o estado de saúde do ex-presidente é delicado e que a prisão pode colocar sua vida em risco. A defesa irá apresentar recurso contra a decisão.
“A Constituição de 1988, com acerto, garante o direito de reunião a todos, em especial para garantir a liberdade religiosa”, disse a defesa, contestando o risco de fuga. Eles ainda ressaltam que Bolsonaro estava monitorado e com tornozeleira. Para mais informações sobre desdobramentos políticos, acesse Portal 163.









