Sem casa para invasor de terra: Mendes diz que governo não tem obrigação

Homem em frente a um terreno baldio, com semblante sério. Sugere a questão do ocupante ilegal.
A postura do governo sobre o ocupante de terra é de tolerância zero, conforme declarações do governador.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que o governo não tem a obrigação de dar casa para invasor de terra. Essa declaração ocorreu após ser procurado pelo vice-governador Otaviano Pivetta sobre o suporte às famílias que serão retiradas da invasão do Contorno Leste, em Cuiabá. Portanto, a postura firmada pelo chefe do executivo é de “tolerância zero” com a prática.

Governo não incentiva invasor de terra

Na visão de Mauro Mendes, a invasão de terras, sejam elas privadas ou públicas, não pode servir como instrumento para a aquisição de propriedades. Ele ressaltou que dar soluções para quem invade terras poderia, inclusive, incentivar novas ocupações irregulares no estado. Assim, a sua gestão busca se distanciar dessa abordagem.

O governador questionou o modelo: “E quantas pessoas querem moradia? Então, quem não invadiu, não ganha. Quem invadiu, ganha. É assim?”. A lógica do governo é defender a maioria das pessoas corretas e o patrimônio público.

Estudo social realizado pela Secretaria Estadual de Assistência Social entre novembro de 2023 e março de 2024 mapeou 2.594 terrenos. Desses, 850 famílias foram cadastradas efetivamente. Contudo, o relatório indicou que apenas 172 famílias foram identificadas como elegíveis para programas sociais. A maioria, segundo o governador, já possui casa ou outra propriedade.

Mauro Mendes reiterou que a área em questão tem alto potencial de valorização, o que pode atrair mais pessoas interessadas em se beneficiar de invasões. “Nós temos que ter cuidado com isso”, alertou. Ele enfatizou que o governo não tem compromisso em oferecer moradia para quem ocupa irregularmente, pois quem invade, perde.

Em contrapartida, moradores da invasão realizaram uma manifestação em frente à Prefeitura de Cuiabá. Eles solicitaram ao prefeito Abílio Brunini (PL) negociação para a permanência das famílias. O prefeito, por sua vez, sinalizou que buscaria apoio do governo estadual, inclusive para a possível aquisição de uma área próxima para alocar parte das famílias em lotes.

O governo estadual está analisando a situação e estudando alternativas, mas sempre com cautela para não criar um precedente. A notícia completa pode ser acompanhada em nosso portal.

Compartilhe :

Veja mais