Invasor de terra não tem direito a casa, afirma governador

Um grupo de pessoas em frente a um terreno, com barreiras e construções improvisadas sugerindo ocupação.
Governo adota tolerância zero com ocupações irregulares. O invasor de terra não terá prioridade para moradia.
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O governador Mauro Mendes (União Brasil) deixou claro sua posição sobre a situação de famílias que ocupam irregularmente terrenos. Em entrevista, ele afirmou que o Governo do Estado não tem obrigação de fornecer moradia a quem se encontra em uma área de invasão de terra.

Invasão de terra: Sem incentivo

Mendes declarou que, ao contrário, a concessão de casas a invasores poderia configurar um incentivo à prática ilegal. Portanto, o governo mantém uma postura de “tolerância zero” em relação a ocupações. Ele questiona a lógica de premiar quem age fora da lei.

Ademais, a invasão de propriedades, sejam elas públicas ou privadas, não pode ser vista como um meio para adquirir bens. O governador salientou que o objetivo é proteger o patrimônio e a maioria dos cidadãos que agem corretamente.

Por exemplo, ele citou um estudo da Secretaria Estadual de Assistência Social que mapeou 2.594 terrenos. Contudo, apenas 172 famílias foram consideradas elegíveis para programas sociais após análise criteriosa. Isso demonstra que a maioria dos ocupantes não se enquadra nos critérios de vulnerabilidade.

Em suma, a prioridade do governo é encontrar soluções, mas sem criar precedentes que estimulem a invasão de terra. A afirmação reitera a política de rigor diante de ocupações irregulares em áreas com potencial de valorização.

Na semana passada, houve manifestação de moradores na frente da Prefeitura de Cuiabá. Eles buscavam negociar a permanência na região, e o prefeito sinalizou que buscaria apoio do estado. No entanto, a posição do governador permanece firme quanto à responsabilidade do invasor de terra.

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