Intolerância religiosa em terreiros de umbanda: um caso em Presidente Prudente

Intolerância religiosa em terreiros de umbanda: homem invade e agride terreiro em Presidente Prudente
Homem invade e agride terreiro de umbanda em Presidente Prudente, exemplificando intolerância religiosa em terreiros de umbanda
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

Intolerância religiosa em terreiros de umbanda: um caso em Presidente Prudente

Em uma ação inaceitável, um homem invadiu e atacou um terreiro de umbanda em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, na manhã da última segunda-feira (16/3). O caso é um claro exemplo de intolerância religiosa, crime inafiançável e imprescritível, equiparado ao racismo pela Lei nº 7.716/1989.

A ação criminosa foi flagrada por uma câmera de segurança e mostrou o homem dizendo “bota a cara aqui, demônio”, entre outros xingamentos. O suspeito, identificado como Wellington Henrique Ambrosio Santos, de 35 anos, invadiu o terreiro Ilê Ègbé Orúnmila Ifá por volta das 5 horas da manhã.

Após a invasão, o agressor continuou com os xingamentos e ameaças, dizendo que cortaria os pescoços dos religiosos “igual vocês cortam dos bichos dessa religião maldita”. O pai de santo Danilo da Silva Prioli, o Babá IFÁGBÈMÍ, e o marido dele conseguiram tirar o homem do local.

Descaso da PM

No entanto, a Polícia Militar (PM) não tomou as devidas providências, não pedindo a identificação do homem e nem o detendo. Eles expulsaram o agressor do local, mas ele voltou logo em seguida.

De acordo com o pai de santo, os PMs afirmaram que a conduta do homem não configura crime, e que eles precisariam abandonar as liturgias do terreiro. “Vocês têm que repensar a prática de vocês porque vão encontrar outro louco”, relatou o líder religioso da casa.

Após conseguir a identificação do agressor com a ajuda de vizinhos, Danilo foi acompanhado de um advogado à delegacia para registrar um boletim de ocorrência. No plantão da Delegacia Seccional de Presidente Prudente, eles foram atendidos por um escrivão adepto de religião de matriz africana.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil investiga o caso de injúria religiosa, ameaça e dano. A lei prevê penas de um a cinco anos de prisão para crimes de intolerância religiosa.

Para denunciar casos de intolerância ou racismo religioso, a vítima pode procurar os seguintes canais: Disque 100 (Disque Direitos Humanos), Polícia (190), especialmente elegacias de crimes raciais e de intolerância religiosa, ou o Ministério Público, especialmente o Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes de Racismo e Discriminação (Gecradi).

Em resumo, o caso é um claro exemplo de intolerância religiosa e descaso da PM.

Por exemplo, a lei prevê penas para crimes de intolerância religiosa, mas a PM não tomou as devidas providências.

Além disso, o terreiro está há nove anos no mesmo endereço e nunca haviam passado por um episódio do tipo. Agora, o pai de santo e a comunidade sentem medo.

Em conclusão, o caso é um exemplo de intolerância religiosa e a PM precisa tomar medidas para proteger as comunidades religiosas.

Para saber mais sobre como denunciar casos de intolerância religiosa, acesse o Portal 163.

Compartilhe :

Veja mais