Um médico de Teresina denunciou ter sido internado à força em uma clínica de reabilitação após revelar sua orientação sexual aos pais.
Segundo a advogada Juliana Irineu, responsável pela defesa do médico, ele foi levado à força da própria residência após ser surpreendido por funcionários da clínica.
Internações forçadas em homossexuais: um problema de saúde pública?
De acordo com a defesa, o médico foi colocado em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado diretamente para a clínica.
Ele relata que foi medicado diariamente sem consentimento e sem saber exatamente quais substâncias estava ingerindo.
Segundo ele, o ambiente e a falta de autonomia agravaram o seu estado emocional.
“Ele entrou em colapso psicológico. Dizia que não se sentia incapaz e não entendia por que estava ali”, acrescentou a defesa.
Apoós a repercussão do caso na imprensa local, os pais solicitaram o encerramento da internação e devolveram os pertences do filho.
Investigação está em andamento, mas até a última atualização, não houve resposta do Ministério Público do Piauí e do Conselho Regional de Medicina (CRM).
Além disso, a advogada afirma que a principal motivação da internação foi a revelação da homossexualidade do seu cliente à família.
Segundo o relato do médico, os pais — descritos como conservadores e ligados à política no interior do estado — teriam decidido interná-lo dias após a conversa, temendo possível exposição pública.
Portanto, o caso é um exemplo de como as internações forçadas em homossexuais podem ser um problema de saúde pública.
Em conclusão, é fundamental que sejam tomadas medidas para prevenir esses casos e garantir os direitos básicos dos pacientes.
Leia também: Investigação da internação forçada de homossexuais










