O Instituto Médico Legal (IML) de Barra do Garças, a 515 km de Cuiabá, teve a interdição ética CRM-MT anunciada após fiscalização apontar irregularidades graves. Além disso, houve a identificação de produtos químicos vencidos há mais de dez anos, falta de água potável e ossos humanos armazenados em um recipiente aberto dentro de uma sala destinada a materiais de limpeza. A situação evidencia falhas estruturais e sanitárias que comprometem a segurança física e ética na prática médica do local. Além disso, a avaliação reforça a necessidade de medidas rápidas para garantir padrões mínimos de higiene, segurança e governança.
interdição ética CRM-MT
Essa interdição ética CRM-MT foi efetivada na última sexta-feira (31) pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso. A medida havia sido aprovada no fim de maio, após inspeção realizada em 25 de março, que identificou problemas estruturais, sanitários e de segurança que, segundo o Conselho, comprometem o exercício da medicina legal na unidade. No entanto, esses problemas precisam ser corrigidos para a retomada das atividades. Além disso, a fiscalização indicou falhas adicionais que precisam de solução imediata.
Conforme o relatório, também foram observadas o uso de materiais com prazo de validade vencido, inexistência de banheiro e de local de repouso para médicos, bem como a ausência de itens básicos de higiene e diversas falhas na estrutura do prédio. Além disso, os técnicos destacaram a necessidade de atenção constante a procedimentos de limpeza, armazenamento e descarte de resíduos de natureza potencialmente biológica, para evitar riscos à saúde pública.
• ausência de equipamentos obrigatórios e problemas de acessibilidade; a carência dificulta a atuação de médicos legistas, técnicos e profissionais de apoio, além de criar barreiras para pacientes e familiares.
• falta de alvarás sanitário e de prevenção contra incêndio válidos; sem esses documentos, o prédio opera sem as devidas autorizações legais, aumentando o risco de sanções e interrompendo serviços críticos.
• inexistência de registro da unidade junto ao CRM-MT e de um diretor técnico responsável; a ausência de gestão formal compromete a governança e a responsabilidade clínica.
Segundo Adriano Pinho, presidente do CRM-MT, a interdição ética é adotada quando não existem condições mínimas para o exercício da medicina. Assim, a medida busca proteger tanto os profissionais quanto a população, impedindo a prática médica em um ambiente considerado inadequado. Para leitores que acompanham o tema, há atualizações relevantes em CRM suspende atendimentos médicos no IML em crise.
Com a decisão, o IML fica impedido de realizar atos médicos até que todas as irregularidades apontadas pela fiscalização sejam corrigidas. Além disso, os relatórios de fiscalização envolvendo outras unidades da Politec em Mato Grosso seguem em análise, podendo resultar em novas medidas se problemas semelhantes forem comprovados. Enquanto isso, profissionais da área solicitam transparência, prazos realistas e planos de ação com metas claras para a retomada das atividades. Portanto, a interdição ética CRM-MT permanece até a regularização. Crise nos IMLs de Mato Grosso: CRM ameaça interdição ética









