A campanha homens pela não violência, representada pelo Laço Branco, busca engajar o público masculino no combate à violência contra as mulheres. Originada no Canadá em 1991, a iniciativa nasceu após o trágico Massacre de Montreal, em 1989.
Um Chamado Urgente: Homens pela Não Violência
Infelizmente, a violência contra mulheres é uma realidade cruel e crescente em Mato Grosso. Neste ano, 51 feminicídios já foram registrados, superando o total de 2024. Portanto, este cenário exige a participação ativa de todos na busca por mudanças.
A campanha do Laço Branco nos convoca a romper o silêncio, reconhecer responsabilidades e transformar comportamentos. Sem a participação efetiva dos homens, não há avanço real na proteção das mulheres.
A advocacia reforça seu compromisso com ações concretas. A OAB-MT, por exemplo, lançou em agosto um e-book de acolhimento e encaminhamento para advogadas em situação de violência doméstica, visando oferecer apoio. Para saber mais sobre iniciativas de direitos humanos, clique aqui.
Contudo, acolhimento e assistência são apenas parte da solução. É fundamental promover transformações culturais, educacionais e sociais profundas. Assim, devemos ensinar desde cedo que respeito é um pilar ético e não uma concessão.
A campanha homens pela não violência reforça que os homens devem assumir um papel ativo. Não se trata apenas de simbolismo, mas de atitudes concretas: não silenciar, não relativizar e não compactuar com a violência.
A dignidade das mulheres é uma responsabilidade coletiva. A OAB-MT, por exemplo, continua mobilizando a advocacia e dialogando com o Poder Público. O objetivo é o avanço consistente de políticas de prevenção, proteção e responsabilização.
Acreditamos na construção de uma cultura de paz e igualdade, ainda que desafiadora. Para isso, a união de homens e mulheres, advogados e a sociedade em geral é essencial.
Em conclusão, a força da campanha homens pela não violência reside na capacidade de inspirar mudanças reais e duradouras.
Gisela Cardoso
Presidente da OAB-MT









