O governador Mauro Mendes (União Brasil) classificou como hipocrisia protestos realizados no último domingo (20) na capital e em outras cidades do país, promovidos pela esquerda. A declaração surge em meio a debates sobre anistia e a atuação de movimentos sociais.
Anistia: a hipocrisia em pauta
Entre as reivindicações, estava a rejeição ao projeto de lei que visa anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo Mendes, a esquerda já se beneficiou de anistias no passado, o que caracteriza, em sua visão, uma contradição.
Ele se referiu à anistia ampla, geral e irrestrita de 1979, que beneficiou opositores e agentes da ditadura militar (1964-1985). A comparação busca ilustrar a inconsistência nas demandas atuais.
“Já tiveram torturadores, sequestradores, ladrões de banco da esquerda que foram anistiados. Muita gente que cometeu crimes terríveis pertencente à esquerda já foi anistiada nesse país. Larga de ser hipócrita”, declarou o governador nesta terça-feira (23), evidenciando a polarização do tema.
Comparação com atos de vandalismo
O chefe do Executivo também comparou os atos de 8 de janeiro a protestos promovidos pelo MST. Ele lembrou que militantes de esquerda já invadiram prédios públicos e promoveram vandalismo.
“Aquelas pessoas protestaram. Erraram? Claro que erraram. É errado invadir e quebrar patrimônio público. Mas eu já disse e repito: vi muitas vezes o MST fazer isso e não vi nenhuma vez o MST ser condenado a 14, 17 anos de prisão. Eles já invadiram prédios públicos, inclusive o Congresso Nacional”, completou o governador.
Mauro Mendes voltou a afirmar que os manifestantes do 8 de janeiro eram “velhinhos e velhinhas”. Assim, ele rejeitou comparações com opositores da ditadura militar.
“Eu não vi nenhuma daquelas velhinhas, daqueles velhinhos, daquelas pessoas [dos atos de 8 de janeiro] matando ou roubando, como algumas vezes aconteceu na história do país”, concluiu o governador, reforçando seu ponto de vista.
Enquanto isso, o PL da Anistia tramita na Câmara dos Deputados em regime de urgência. Contudo, o relator, deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), já sinalizou que a matéria será desidratada para PL da Dosimetria, substituindo a anistia por revisão das penas. Para mais informações sobre política em Mato Grosso, acesse nosso portal: portal163.com.br.









