O governador Mauro Mendes (União Brasil) confirmou que foi procurado pelo vice-governador, Otaviano Pivetta, sobre o apoio a famílias a serem retiradas da invasão do Contorno Leste, em Cuiabá. No entanto, Mendes sustentou que o governo não tem obrigação de dar casa invasor.
Sem incentivo à invasão de terras
Em entrevista na quinta-feira (24), Mauro destacou que o Governo estuda saídas. Contudo, ele ressaltou que não há obrigação em dar casa invasor, pois isso incentivaria a prática no estado, contrariando a ordem de “tolerância zero”.
Na visão do governador, invasão de terras, sejam elas privadas ou públicas, não pode ser um instrumento para ganhar propriedades. “Todos nós queremos encontrar soluções, mas não dá para ficar olhando para quem invade terra e querer dar uma solução para ele. Senão, nós vamos estar incentivando as pessoas a invadirem terra para ganhar uma moradia. E quantas pessoas querem moradia? Então, quem não invadiu, não ganha. Quem invadiu, ganha. É assim?”, questionou.
Portanto, a Secretaria Estadual de Assistência Social realizou um estudo social mapeando 2.594 terrenos e cadastrando efetivamente 850 famílias. Deste total, apenas 172 foram identificadas como elegíveis para programas sociais, segundo relatório.
Dados reforçam posição do governo
Diante deste cenário, Mauro reiterou os dados coletados pela pasta: “Maioria que tem lá, foi identificada, que tem casa, tem outro tipo de propriedade, estava lá como invasor”. Isso ocorre, pois a área possui alto potencial de valorização.
“Nós temos que ter cuidado com isso. Eu não entro nessa onda, não. Estou aqui para cuidar do patrimônio público e defender a maioria das pessoas. E as maioria das pessoas corretas, inclusive. Então, o governo vai olhar, está estudando, vê se acha alguma solução. Mas, com cuidado nisso aí, o governo não tem a obrigação de dar casa invasor. Invadiu, perdeu”, emendou o governador.
Na semana passada, moradores da invasão realizaram um protesto em frente à Prefeitura de Cuiabá, cobrando do prefeito Abilio Brunini negociação para permanência das famílias. Em resposta, o prefeito sinalizou que buscaria ajuda de Mauro, talvez até para aquisição de uma área próxima ao Contorno Leste para alocação de parte das famílias em lotes de 10×20.
Saiba mais sobre a posição do governo em: Governo não tem obrigação de dar casa a invasor.









