Governo não dá casa a invasor de terra, afirma Mauro Mendes

Imagem de protesto com faixas sobre moradia e direitos à terra.
Manifestantes cobram negociação sobre permanência em área.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

O governador Mauro Mendes (União Brasil) confirmou ter sido procurado pelo vice-governador Otaviano Pivetta sobre suporte a famílias a serem retiradas da invasão do Contorno Leste, em Cuiabá. Contudo, Mendes ressaltou que o Governo não tem obrigação de dar casa a invasor de terra.

Em entrevista na quinta-feira (24), Mauro destacou que, embora o Governo estude saídas, não há como justificar tal ação. Afinal, isso poderia se tornar um incentivo à prática, contrariando a política de “tolerância zero”.

Na visão do chefe do Executivo, invadir terras, sejam elas privadas ou públicas, não pode ser um meio para obter propriedades. “Quantas pessoas querem moradia? Então, quem não invadiu, não ganha. Quem invadiu, ganha. É assim?”, questionou, evidenciando seu ponto de vista.

Invasão de terra: estudo aponta elegibilidade restrita

A Secretaria Estadual de Assistência Social realizou um estudo entre novembro de 2023 e março deste ano. Portanto, mapeou 2.594 terrenos e cadastrou efetivamente 850 famílias. Deste total, apenas 172 foram consideradas elegíveis para programas sociais, segundo o relatório.

Diante deste cenário, Mauro Mendes reiterou os dados coletados pela pasta. “Maioria que tem lá, foi identificada, que tem casa, tem outro tipo de propriedade, estava lá como invasor”, explicou, referindo-se à área com alto potencial de valorização.

Assim, o governador ponderou: “Nós temos que ter cuidado com isso. O governo não tem a obrigação de dar terra para quem invadiu. Invadiu, perdeu”, enfatizou.

Na semana anterior, moradores da invasão se manifestaram em frente à Prefeitura de Cuiabá. Eles cobravam do prefeito Abilio Brunini (PL) negociação para permanência na região. Em resposta, Brunini sinalizou que buscaria ajuda de Mauro, talvez até para aquisição de uma área próxima para alocação de parte das famílias.

Portanto, o diálogo entre os governos estadual e municipal segue para buscar a melhor solução. Saiba mais sobre notícias do estado em nosso portal, clicando aqui.

Compartilhe :

Veja mais