Campo Verde: fraudes em licitações em operação

auditoria interna Campo Verde: evidências sobre contratos de abastecimento de combustível da prefeitura.
Gestão revela medidas de controle após a auditoria interna Campo Verde.
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O prefeito de Campo Verde (a 131 km de Cuiabá), Alexandre Lopes (União Brasil), foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a segunda fase da Operação Gomorra, deflagrada nesta quarta-feira (1). Em meio às apurações, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) investiga fraudes em licitações e na execução de contratos administrativos no município.

Além do prefeito, o secretário municipal de Obras, Rubens Anunciação Júnior, e outros três servidores foram afastados dos cargos por determinação da Justiça.

Alexandre Lopes, prefeito

Rubens Anunciação Júnior, secretário de Obras

Mais três servidores afastados

Também foram autorizadas medidas de quebra de sigilos telemático e fiscal, além da indisponibilidade de bens dos investigados, entre agentes públicos e privados.

Portanto, a operação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os mandados foram cumpridos em Cuiabá e Campo Verde. Em Cuiabá, as diligências ocorreram em residências e empresas; já em Campo Verde, os alvos foram a Prefeitura e as casas de dois servidores investigados.

Leia também 2024: detalhamentos sobre a operação para acompanhar os novos desdobramentos.

fraudes em licitações

Esta ação é um desdobramento da primeira fase da Operação Gomorra, deflagrada em 2024, que investigou adulteração de notas fiscais, uso de um cartão coringa para desvio de combustíveis e superfaturamento em contratos firmados pela Prefeitura de Barão de Melgaço, a 113 km de Cuiabá.

As investigações apontaram que quatro empresas pertencentes a um mesmo núcleo familiar mantinham contratos com mais de 100 prefeituras e câmaras municipais do Estado.

De acordo com o MPMT, o esquema foi identificado após a análise de processos homologados pela Prefeitura de Barão de Melgaço entre 2020 e 2024 com a empresa Centro América Frotas. A partir da evolução das investigações, surgiram indícios de novas irregularidades, o que levou à deflagração da segunda fase da Operação Gomorra, agora com foco em contratos firmados pela Prefeitura de Campo Verde.

O Ministério Público aponta fraudes em licitações envolvendo contratos com diversas prefeituras e câmaras do Mato Grosso, reforçando a necessidade de apuração.

O caso continua em investigação.

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