Foragido recebe pena de 30 anos por morte de comerciante no Shopping Popular

Morte no Shopping Popular
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Nesta terça-feira (3), o Tribunal do Júri de Cuiabá condenou Welinton Gabriel da Silva Lacerda a 30 anos e quatro meses de prisão em regime fechado pela morte do comerciante Josionaldo Ferreira de Araújo. Os jurados reconheceram as qualificadoras do homicídio e a participação do réu em organização criminosa. O crime ocorreu em setembro de 2022, no Shopping Popular, na capital. Welinton está foragido desde 2023.

A denúncia do Ministério Público (MPMT) atribuiu o planejamento do crime a integrantes de uma organização criminosa. A motivação, segundo a acusação, seria o descumprimento, pelo comerciante, de regras da facção relativas à venda de cigarros contrabandeados. Embora não tenha efetuado os disparos, Welinton teria participado da preparação e da articulação do homicídio; os jurados acolheram essa tese.

O Conselho de Sentença reconheceu ainda o motivo torpe e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima como qualificadoras. Pelo homicídio qualificado, foram fixados 25 anos e oito meses de prisão; por integrar organização criminosa, mais quatro anos e oito meses. A condenação inclui também o pagamento de 15 dias-multa.

O juiz Humberto Resende Costa, magistrado cooperador do Programa Mais Júri da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, manteve a prisão preventiva e ordenou o início imediato do cumprimento da pena, além da expedição de novo mandado de prisão. Conforme a decisão, o condenado está foragido desde novembro de 2023, após fugir de uma unidade prisional.

Relembre o caso

Josionaldo Ferreira de Araújo foi morto em 19 de dezembro de 2022, dentro do Shopping Popular, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. Ele foi abordado diante de uma das lojas que possuía no local por dois suspeitos: Wenderson Santos Souza, de 24 anos, que morreu em confronto com a Polícia, e Bruno Fernandes de Souza Costa, de 22, que acabou preso.

Com base em imagens de câmeras de segurança, a Polícia Civil apurou que os dois chegaram ao centro de compras sem saber quem era o alvo. As gravações mostraram os executores conversando continuamente por telefone com uma terceira pessoa para identificar o comerciante. Em certo momento, Wenderson se aproximou do comparsa e indicou Josionaldo.

Os criminosos se fizeram passar por clientes ao abordar Josionaldo e depois se posicionaram para cercá-lo. B.F.S. chamou a atenção do comerciante; quando ele virou o rosto, Wenderson sacou a arma e disparou contra a cabeça da vítima. Josionaldo caiu imediatamente e recebeu outros cinco tiros.

Durante a fuga, Wenderson entrou em confronto com policiais militares e morreu nas proximidades do centro de compras. B.F.S. foi preso em flagrante. Em depoimento, afirmou que tinha ido ao local a pedido do comparsa para cobrar uma dívida e que desconhecia a intenção de matar o comerciante.

Bruno recebeu, em novembro de 2024, condenação de 24 anos e quatro meses de reclusão pelo crime. Em agosto de 2025, fugiu da penitenciária Complexo Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

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