Fluxo Oculto: de acordo com a Polícia Civil, uma facção criminosa com atuação interestadual utilizava um supermercado e outras empresas para ocultar a origem de recursos obtidos com o tráfico de drogas. A ação deflagrada nesta quinta-feira (25) cumpre 90 ordens judiciais e bloqueia R$ 9,3 milhões dos investigados.
Além disso, o escopo da operação alcança Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, ampliando o raio de atuação dos investigadores.
Fluxo Oculto: operação e desdobramentos
Em Mato Grosso, os alvos atuam nos municípios de Sinop, Cláudia, Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá, conforme a Polícia Civil. A Draco de Sinop indica que integrantes usavam empresas formalmente constituídas para ocultar a origem dos recursos e inseri-los no sistema financeiro formal.
Entre as ações, está a circulação de valores provenientes da atividade criminosa com aparência de legalidade, inclusive por meio de um supermercado investigado em Cláudia. Parte do dinheiro arrecadado com o tráfico em MT também era encaminhado ao Rio de Janeiro por meio de uma estrutura de movimentação financeira ligada ao grupo.
Entre os alvos da operação, há três lideranças da facção, responsáveis pela coordenação das atividades e pela administração financeira. A Operação Fluxo Oculto é a terceira fase da investigação iniciada em 2025; nas etapas anteriores, foram apreendidos 550 quilos de cocaína e pasta base, além de R$ 169 mil em dinheiro, e sequestrados judicialmente mais de R$ 3 milhões em bens. Leia mais em Operação bloqueia R$ 9,3 mi: lavar dinheiro com empresas.
As investigações continuam com a análise do material apreendido. Operação bloqueia R$ 9,3 mi: lavar dinheiro com empresas.
- 90 ordens judiciais cumpridas, incluindo 13 mandados de prisão
- 19 de busca e apreensão
- 58 determinações judiciais diversas
- Bloqueio de R$ 9,3 milhões
- Alvos em Sinop, Cláudia, Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá
- 31 pessoas físicas e 2 jurídicas investigadas
O fluxo de informações sobre o caso Fluxo Oculto segue com novos levantamentos e depoimentos. A continuidade da operação aponta para reforço no combate à lavagem de dinheiro neste estado.








