Fim do Fethab 2 em Mato Grosso: agropecuária busca alívio

Produtores rurais de Mato Grosso pedindo o fim do Fethab 2
Entidades agropecuárias de MT solicitam suspensão do Fethab 2 para reduzir custos
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

Produtores rurais de Mato Grosso defendem a não renovação do Fethab 2, cuja vigência vai até 31 de dezembro de 2026, e pedem ao governo estadual medidas de alívio para reduzir a pressão sobre o caixa das propriedades.

Neste cenário de baixa rentabilidade, custos elevados e prejuízos em parte das atividades agropecuárias, as entidades que integram o Fórum Agro MT levaram a demanda ao vice-governador Otaviano Pivetta e ao secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo.

Além disso, as entidades também pediram a suspensão imediata da cobrança do Fethab 2, considerando que o momento é grave para a agricultura e a pecuária e que a prioridade é garantir condições para manter o produtor na atividade.

Fim do Fethab 2, agropecuária, Mato Grosso

Segundo dados apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o peso do fundo sobre a margem do produtor é significativo, especialmente em culturas e sistemas que operam com resultado negativo. Por exemplo, a safra 2023/24 fechou com prejuízo líquido de R$ 220,51 por hectare, mesmo com incidência de R$ 152,40 por hectare de Fethab.

No milho, a projeção para 2025/26 indica prejuízo de R$ 163,11 por hectare, mesmo com cobrança de R$ 102,21/ha de Fethab. No sistema soja mais milho, a estimativa para 2026/27 é de resultado negativo de R$ 77,62/ha, com recolhimento de R$ 291,33/ha ao fundo.

Além disso, a pecuária também está sob pressão, com margens estreitas e lucro projetado para 2025 de apenas R$ 19,06/ha, enquanto o Fethab consumiria R$ 9,77/ha.

Leia também: Produção em APAs: Max Russi pede fim de veto no Rio Cuiabá

O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, afirmou que a principal demanda do setor é a não renovação do Fethab 2, embora também tenha sido levada ao governo a possibilidade de suspensão imediata da cobrança.

Segundo ele, o pleito representa um pedido de todo o setor agropecuário do estado.

“Hoje, a nossa demanda é pela não renovação do Fethab 2. Vimos com bons olhos a sensibilidade do governo em enxergar o que está acontecendo com o setor produtivo e a situação do produtor rural”, disse.

Diogo Damiani, presidente do Sindicato Rural de Sorriso, também reforçou o pedido de alívio ao setor ao apresentar números do município, maior produtor de grãos do estado.

“O produtor já passou do limite. Em Sorriso, mesmo com produtividade média de 67 sacas por hectare, o Fethab consome hoje cerca de 40% da margem líquida da soja. Nós reconhecemos os avanços do governo em infraestrutura, mas neste momento o setor precisa de fôlego e de ajuda concreta para evitar efeitos ainda mais graves no campo”, afirmou.

A reunião foi promovida pelo Fórum Agro MT e contou com a participação de presidentes, lideranças e associados das entidades que compõem o movimento, entre elas Acrimat, Acrismat, Ampa, Aprosmat, Famato, Sistema OCB/MT, além da Aprosoja MT e do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

Além disso, as entidades também pediram a suspensão imediata da cobrança do Fethab 2, considerando que o momento é grave para a agricultura e a pecuária e que a prioridade é garantir condições para manter o produtor na atividade.

Portanto, espera-se que o governo estadual atenda às demandas do setor agropecuário e forneça os alívios necessários para evitar efeitos ainda mais graves no campo.

No entanto, é importante notar que a decisão final do governo dependerá da capacidade fiscal do Estado e dos compromissos já assumidos.

Além disso, é fundamental lembrar que o Fethab financiou parte importante da infraestrutura logística dos últimos anos e que o debate precisará levar em conta a continuidade das obras.

Em conclusão, a situação do setor agropecuário em Mato Grosso é grave e requer atenção imediata do governo estadual.

Compartilhe :

Veja mais