Feminicídio, violência de gênero e direitos das mulheres: um contraste entre celebração e realidade

Mulher refletindo sobre violência de gênero e feminicídio no Dia Internacional da Mulher
Estatísticas de feminicídio no Brasil revelam a urgência de combater a violência de gênero
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

Em meio às homenagens ao Dia Internacional da Mulher, é importante refletir sobre a realidade das mulheres que vivem em um contexto de violência e opressão.

Enquanto as flores e as mensagens de celebração inundam as redes sociais, as estatísticas e os casos de feminicídio continuam a aumentar.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, a taxa de feminicídios em Mato Grosso é quase o dobro da média nacional.

Violência de Gênero: Um Problema Nacional

Além de Mato Grosso, outros estados brasileiros registram altos índices de feminicídio, destacando a importância de uma reflexão nacional sobre as raízes da violência de gênero.

Conforme o Anuário da Mulher de Mato Grosso, o estado registrou 46 feminicídios em 2023 e 47 em 2024.

Já em 2025, houve um salto ainda maior: 52 mulheres foram assassinadas.

De acordo com a delegada titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, Judá Maali, muitos relacionamentos marcados por controle e ciúmes excessivo carregam sinais de alerta que nem sempre são reconhecidos como violência.

“Muitas vezes a perseguição é confundida com romantismo. Mandar flores, aparecer em todos os lugares que a mulher está, insistir após o término… tudo isso pode parecer demonstração de amor, quando na verdade pode ser um indicativo de risco”, explica.

Além disso, a delegada destaca que comportamentos como controle sobre amizades, tentativas de afastamento da família e interferência na vida profissional são estratégias recorrentes utilizadas por agressores para isolar a vítima.

Segundo a psicóloga Camila Maria da Silva, mestranda em Saúde Coletiva, o fenômeno da ideologia “redpill” pode ser entendido como uma nova roupagem de estruturas de opressão que já existem há muito tempo.

“Movimentos ideológicos como o Red Pill vêm como uma nova roupagem de processos de violência antigos. Ao longo da história, o movimento de mulheres conquistou direitos e começou a ocupar novos espaços na sociedade. Quando isso acontece, surge também uma espécie de crise da masculinidade”, afirma.

Para a psicóloga Gina Coelho, a ideologia redpill funciona como uma lente que distorce a compreensão das relações entre homens e mulheres.

Para além das estatísticas e dos casos, é importante refletir sobre as estruturas que ainda sustentam a violência de gênero e rever modelos rígidos de masculinidade.

É hora de ampliar formas de convivência baseadas em respeito, diálogo e autonomia.

Para mais informações sobre a violência de gênero e os direitos das mulheres, visite https://portal163.com.br/direitos-das-mulheres.

Além disso, é importante lembrar que a violência de gênero é um problema nacional que requer uma abordagem integrada e um compromisso coletivo para mudá-lo.

É hora de agir e não apenas celebrar o Dia Internacional da Mulher.

Em meio às histórias e números que se repetem, é importante refletir sobre as estruturas que ainda sustentam a violência de gênero e rever modelos rígidos de masculinidade.

Compartilhe :

Veja mais