Feminicídio em Cuiabá: PM vai a júri pela morte da esposa

Imagem sobre o feminicídio em Cuiabá, PM acusado de matar a esposa, aguardando julgamento pelo Tribunal do Júri.
Feminicídio em Cuiabá: detalhes do caso e próximos passos do julgamento.
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A Justiça de Mato Grosso determinou que o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa em maio do year passado, em Cuiabá, seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Portanto, trata-se de feminicídio em Cuiabá, com provas de materialidade do crime e indícios de autoria do réu.

feminicídio em Cuiabá: decisão no Júri

Para o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, há provas suficientes da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria do réu. Além disso, a data da sessão ainda não foi definida.

Ricker é acusado de ter matado Gabrieli Daniel de Moraes, de 31 anos, a tiros na tarde de 25 de maio de 2025, dentro da residência da família, no bairro Praeiro, em Cuiabá, diante de seus dois filhos. Além disso, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ofereceu denúncia pelo crime de feminicídio, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. Entre os casos citados, o processo traz referências como Condenado a 18 anos pelo assassinato de mulher trans.

A materialidade do crime ficou comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu por choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional de Ricker. Além disso, o foco do caso se mantém no contexto de feminicídio em Cuiabá.

Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. No entanto, em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Assim, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.

Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

Gabrieli foi morta a tiros; o marido fugiu com os filhos e deixou as crianças na casa de seu pai, além do veículo usado na fuga e da arma de fogo. Ele se apresentou à polícia e teve a prisão convertida em preventiva. Durante audiência de custódia, o policial tratou a morte da esposa como uma “fatalidade” e disse que tudo ocorreu “em um momento de cabeça quente”.

Para acompanhar as últimas informações, leia mais em assassinato da adolescente — TJMT mantém júri, e saiba também sobre casos relacionados como Condenado a 18 anos pelo assassinato de mulher trans.

  • Vítima: Gabrieli Daniel de Moraes, 31 anos.
  • Acusado: Ricker Maximiano de Moraes, policial militar.
  • Fase: julgamento pelo Tribunal do Júri.
  • Local: Cuiabá, Mato Grosso.
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